Aneel autoriza reajuste das tarifas da Copel

De lucianpichetti | 26 de junho de 2020 | 07:47
(Foto: Copel)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o reajuste médio de 0,41% das tarifas da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Os novos valores serão aplicados à energia fornecida desde quarta-feira (24). A Copel atende 4,7 milhões de clientes de 394 municípios do Paraná.

As tarifas dos consumidores industriais (alta tensão) foram reajustadas em 1,13%, já as contas de luz da classe residencial e de pequenos estabelecimentos comerciais (baixa tensão), tiveram aumento autorizado de 0,05%.

Redução

Contudo, para a categoria de clientes residenciais, que representa 81% da base da empresa, haverá redução de 0,95% na tarifa. O benefício alcança 3,8 milhões de famílias. Para comércio e serviços atendidos em baixa tensão, a redução é de 0,83%. Por fim, para a iluminação pública, a redução é de 0,93%.

Cálculo

A alta do dólar influencia no cálculo, já que a moeda americana é utilizada para calcular o valor da energia gerada pela usina de Itaipu. Outros fatores são a composição de custos do sistema de transmissão e demais encargos setoriais.

Isentos

Hoje, quase 296 mil famílias não pagam pela energia elétrica no Paraná. Elas estão incluídas nos programas para atenção à população em situação de vulnerabilidade e são diretamente beneficiadas pelas medidas adotadas para o setor pelo Governo Federal e pela Aneel, durante a pandemia.

Desse total, 160 mil já faziam parte do programa Luz Fraterna, mantido pelo Governo do Paraná. As demais integram cadastro federal.

Conta Covid

A distribuidora paranaense será primeira concessionária a ter aprovado o uso de recursos da “Conta Covid”, mecanismo criado para injetar liquidez no setor e conter o aumento extraordinário na conta de luz durante a pandemia da Covid-19.  Quando for liberado o empréstimo bancário pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Copel receberá o montante de R$ 536,3 milhões.

A medida estrutural tem dois objetivos claros. O primeiro é aliviar o bolso dos consumidores neste momento de crise. O segundo é garantir que as empresas fornecedoras de energia elétrica tenham liquidez para superar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, como a queda no consumo e o aumento na inadimplência.

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