Apresentado em Goiás, Jean se desculpa: 'Mulher não foi feita para ser agredida'

De Redação Estadão | 13 de fevereiro de 2020 | 16:10

O goleiro Jean foi apresentado nesta quinta-feira pelo Atlético Goianiense, em Goiânia, e disse que está arrependido de ter agredido a mulher, Milena Bemfica, em dezembro de 2019. Durante a primeira entrevista coletiva no novo clube, que o contratou por empréstimo de uma temporada, o ex-jogador do São Paulo admite ter errado no caso e pediu desculpas às mulheres pela conduta.

Depois de dar oito socos em Milena durante férias nos Estados Unidos e ser preso pela polícia norte-americana, Jean teve o contrato suspenso pelo São Paulo e recebeu propostas de alguns clubes. O Ceará foi um deles, mas voltou atrás diante da repercussão negativa e pelos protestos de torcedoras. O Atlético Goianiense decidiu dar chance ao atleta e o apresentou como um dos principais reforços para a volta do time à Série A do Campeonato Brasileiro.

Jean disse na entrevista coletiva estar lisonjeado pela oportunidade dada pelo clube e reiterou que precisava receber uma nova chance na carreira. “Que meu caso sirva de exemplo, mulher não foi feita para ser agredida”, afirmou Jean. O jogador de 24 anos explicou que a contratação pelo Atlético Goianiense o ajuda a sustentar as duas filhas que tem com Milena. As meninas continuam morando em Salvador com a mãe.

Ao longo da entrevista coletiva de apresentação, Jean pouco respondeu sobre futebol e reiterou que o episódio da agressão ainda precisa ser explicado com mais detalhes. “Peço desculpa a todas as mulheres que se sentiram ofendidas e a todos em geral. Não sou esse monstro que a imprensa fez de mim. Nunca tinha tocado em ninguém. Foi uma situação de momento, por fatos que vou esclarecer depois, mas que não justificam”, disse o goleiro.

Depois de ser afastado pela diretoria do São Paulo pela agressão doméstica, Jean comentou que pensou em parar de jogar. “Pensei em parar de jogar num momento em que estava sendo atacado de todos os lados. Pessoas me xingando e me julgando em tom muito agressivo, ameaçando até de morte. Pensei, sim, em parar de jogar, sofri bastante, estou sofrendo”, contou.

Jean garantiu que está preparado para escutar provocações dentro de campo e revelou que procura sair pouco de casa para não perder o foco no futebol. “Estão me julgando pela história que foi contada de uma pessoa. Tem que escutar os dois lados. Em breve, as pessoas vão saber o que aconteceu”, comentou.

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