Ativistas de extrema direita entram em confronto com polícia em Londres

De Redação Estadão | 13 de junho de 2020 | 13:26

Ativistas de extrema direita entraram em confronto com a polícia no centro de Londres neste sábado, enquanto centenas se reuniam para protestar apesar das rígidas restrições e alertas da polícia para as pessoas ficarem em casa para conter o novo coronavírus.

Diferentes grupos de ativistas de direita e torcedores de futebol saíram às ruas da capital do Reino Unido, dizendo que queriam proteger monumentos históricos atingidos na semana passada por manifestantes anti-racismo. Muitos se reuniram em torno da estátua do ex-primeiro-ministro Winston Churchill e do memorial de guerra de Cenotaph. Autoridades colocaram painéis de proteção em volta dos monumentos, em meio a temores de que ativistas de extrema direita buscassem confrontos com manifestantes anti-racismo sob o pretexto de proteger estátuas.

Alguns ativistas de extrema direita jogaram garrafas e latas nos policiais, enquanto outros tentaram atravessar as barreiras da polícia. A polícia de choque a cavalo afastou a multidão. Os manifestantes, que pareciam ser principalmente homens brancos, gritaram “Inglaterra” e cantaram o hino nacional.

Um grupo do Black Lives Matter em Londres cancelou uma manifestação planejada para este sábado, dizendo que a presença dos contra-manifestantes a tornaria insegura. Mas alguns manifestantes anti-racismo se reuniram no Hyde Park.

Monumentos ao redor do mundo se tornaram pontos de inflamação nas manifestações contra o racismo e a violência policial após a morte de George Floyd, em 25 de maio, um homem negro que morreu em Minneapolis após um policial branco ter pressionado um joelho no seu pescoço.

No Reino Unido, os protestos desencadearam um debate nacional sobre o legado do império e seu papel no comércio de escravos. Uma estátua do comerciante de escravos Edward Colston foi arrancada do pedestal por manifestantes na cidade de Bristol no domingo e despejada no porto. Em Londres, a estátua de Churchill foi pintada com as palavras “era racista”.

A polícia impôs restrições rígidas aos protestos de sábado, numa tentativa de evitar confrontos violentos. Autoridades também colocaram proteções em outras estátuas na Praça do Parlamento, incluindo memoriais de Nelson Mandela e Abraham Lincoln.

O comandante da polícia Bas Javid pediu às pessoas que não se reunissem em grandes grupos por causa do novo coronavírus. Mas, se necessário, ele disse que ativistas deveriam seguir a rota planejada e sair das ruas às 17h ou corriam risco de serem presos. Fonte: Associated Press.

AE
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