Atual governo só não demitiu mais ministros do que Dilma

De Redação Estadão | 16 de maio de 2020 | 10:04

Em quase 17 meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro só não registrou mais baixas em seu Ministério do que a presidente cassada Dilma Rousseff. A petista fez 16 alterações nos primeiros 16 meses e meio de gestão, entre 2011 e 2012. Bolsonaro já contabiliza nove exonerações. No mesmo período, Fernando Henrique Cardoso realizou três mudanças (sem contar uma troca no Banco Central), entre 1995 e 1996, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alterou nove vezes o seu quadro ministerial entre janeiro de 2003 e 15 de maio de 2004.

Considerando apenas demissões por motivo de desempenho e casos em que as autoridades deixaram o governo em razão de escândalos e atritos com o presidente, o governo Dilma também lidera, com 40 em cinco anos e oito meses na presidência. FHC e Lula tiveram 27 e 26 baixas, respectivamente, ao longo de oito anos. Bolsonaro apresenta sete casos do gênero até o momento.

Postagens enganosas que circulam no Facebook afirmam que o governo de Jair Bolsonaro realizou cinco mudanças de ministros, enquanto Fernando Henrique Cardoso teria feito 70, Luiz Inácio Lula da Silva, 74, e Dilma Rousseff, 89. Nenhuma das informações está correta, conforme apurou o Estadão Verifica a partir da análise de dados do Observatory of Social and Political Elites of Brazil, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro realizou 11 mudanças em seu quadro de ministros, e não cinco. A mais recente foi o pedido de demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich, em 15 de maio. Bolsonaro afirmou que o novo titular da pasta terá de “falar sua língua”.

Critérios

Como o próprio título indica, a matéria apresenta o comparativo entre o número de nomeações de ministros de FHC, Lula e Dilma, e não de mudanças nos ministérios. Por esse critério, o governo Bolsonaro já acumula 32 nomeações, sendo 30 titulares diferentes.

Além disso, o levantamento envolve os quatro anos e meio iniciais de mandato de Dilma Rousseff e os cinco primeiros anos de Fernando Henrique e Lula na Presidência. Bolsonaro está há menos de um ano e meio no cargo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Samuel Lima, especial para o Estado
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