Biden condena violência em manifestações e diz que Trump é parte do problema

De Redação Estadão | 31 de agosto de 2020 | 16:15

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, condenou a violência, a pilhagem e a destruição de propriedades durante os protestos por justiça racial e contra a brutalidade policial ao mesmo tempo em que acusou o presidente Donald Trump de incitar a violência. Em um discurso de campanha em Pittsburgh (Pensilvânia) nesta segunda-feira, 31, Biden afirmou que a recusa de Trump em fazer seus apoiadores a pararem de agir como uma milícia arma mostra “o quão fraco ele é”.

“Me deixe ser muito claro sobre tudo isso: tumultos não são protestos. Pilhagens não são protestos. Atear fogo não é protestar. Nada disso é protestar. É ilegalidade, pura e simplesmente. E aqueles que o fazem devem ser processados”, disse Biden, em seu primeiro evento de campanha após a Convenção Nacional Democrata. “A violência não trará mudança, só trará destruição. É errado em todos os sentidos. Vai dividir, em vez de unir. … Isso torna as coisas piores, não melhores.”

Biden reiterou que os saques e danos à propriedade são uma ruptura com as táticas dos defensores dos direitos civis como Martin Luther King Jr. e John Lewis, e “devem acabar”. “Não devemos queimar. Temos de construir”, disse o candidato.

Em seguida, o democrata acusou Trump de ser parte do problema.”Nosso atual presidente quer que vocês vivam com medo”, disse o democrata, de 77 anos. “Ele se autodenomina uma figura de ordem. Ele não é. E até agora não fez parte da solução. Ele é parte do problema”. “Donald Trump tem sido uma presença tóxica em nosso país há quatro anos”.

Biden condenou duramente as ações de Trump em meio a protestos contra a brutalidade policial e a injustiça racial, dizendo que o trabalho do presidente é “dizer a verdade, ser franco, enfrentar os fatos, liderar, não incitar”. Ele disse que Trump é “incapaz de nos dizer a verdade, incapaz de enfrentar os fatos e incapaz de se curar. Ele não quer lançar luz, quer gerar calor e está alimentando a violência em nossas cidades”.

A nove semanas das eleições presidenciais de 3 de novembro, a questão da segurança domina o debate.

Recentemente, a ira contra o racismo que marca o país nos últimos meses gerou distúrbios, especialmente em Kenosha (Estado de Wisconsin), onde um adolescente armado foi acusado de matar duas pessoas na semana passada, e em Portland (Estado do Oregon), onde uma pessoa foi assassinada a tiros no sábado.

“Alguém acredita que haverá menos violência nos Estados Unidos se Donald Trump for reeleito?”, indagou Biden em seu discurso.

Redação
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