Bolsas da Ásia fecham mistas, apesar de aposta em estímulo nos EUA e dado chinês

De Redação Estadão | 9 de outubro de 2020 | 07:18

As bolsas da Ásia encerraram o pregão sem direção única nesta sexta-feira, 9, dia do retorno de investidores chineses ao mercado após um feriado prolongado. Com ajuste de posições depois de várias sessões de menor liquidez, os índices acionários acabaram mistos, apesar da força oferecida pela aposta de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos e pelo avanço no índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da China.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,68%, a 3.272,08 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,95%, a 13.289,26. pontos. Seguiu a tendência, mas com fôlego menor, o índice S&P 500/ASX, da Bolsa de Sidney, em alta de 0,2%, 6102,2 pontos.

O noticiário foi majoritariamente positivo para o investidor asiático. De carona no bom humor nova-iorquino, repercutiu bem nas praças locais o novo voto de confiança à concessão de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos. Isso porque, na tarde de ontem, após o fim dos negócios, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram por telefone durante 40 minutos sobre a possibilidade de um acordo, de acordo com Drew Hammill, porta-voz da democrata.

Na seara macroeconômica, o PMI de serviços da China avançou de 54,0 em agosto para 54,8 em setembro, informou a IHS Markit em parceria com a Caixin Media.

Foram na contramão os índices Nikkei, de Tóquio, e o Hang Seng, de Hong Kong, que encerraram o dia em baixa de 0,12%, a 23.619,69 pontos, e de 0,31%, a 24.119,13 pontos, respectivamente. Já a Bolsa de Seul não funcionou nesta sexta-feira devido a um feriado local. (Com agências internacionais).

Eduardo Gayer
Estadao Conteudo
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