Bolsas da Europa fecham em forte queda com novas restrições por covid-19 e Brexit

De Redação Estadão | 15 de outubro de 2020 | 13:28

As bolsas da Europa fecharam com perdas acentuadas nesta quinta-feira, 15, em meio ao mais recente avanço no número de casos de coronavírus no continente, que leva à imposição de novas medidas de restrição à circulação. O pregão foi marcado também por incertezas em relação às negociações por um acordo comercial entre Reino Unido e a União Europeia para o período subsequente ao Brexit, como é conhecida a saída do país insular do bloco europeu.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais ações do continente, encerrou em baixa de 2,08%, a 362,91 pontos.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson havia estabelecido esta quinta-feira como prazo final para o fechamento de um tratado de comércio com a UE. No entanto, os principais pontos do impasse entre as duas partes ainda não foram solucionados e, de acordo com a imprensa europeia, as negociações devem se estender.

O tema é o principal assunto da cúpula de líderes da UE, que ocorre hoje e amanhã em Bruxelas. Os europeus têm pressionado o premiê inglês a ampliar a data limite, decisão que, para o BBH, só deve ser anunciada no final da reunião. “Achamos que Johnson se afundou num buraco político profundo e provavelmente está ansioso para ter uma vitória de alguma maneira”, avalia o banco, em relatório.

Em meio a esse cenário de incertezas, na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 recuou 1,73%, a 5.832,52 pontos. Também pesou sobre os negócios a preocupação com a evolução da pandemia no Reino Unido, onde o número de casos de coronavírus registra avanço galopante. A prefeitura de Londres decidiu elevar o nível de alerta da capital a partir de sábado, quando serão implementadas restrições, como fechamento de bares e restaurantes.

Do outro lado do Canal da Mancha, a Franca decretou estado de emergência sanitária depois que o país reportou mais de 20 mil diagnósticos da doença apenas ontem. Portugal também endureceu regras e proibiu reuniões de mais de cinco pessoas, enquanto a Alemanha renovou recorde diário de novos casos, com 6,6 mil infecções.

Com isso, o CAC 40, da Bolsa de Paris, caiu 2,11%, a 4.837,42, e o DAX, de Frankfurt, perdeu 2,49%, a 12.703,75 pontos. Em Milão, o FTSE MIB baixou 2,77%, a 19.065,44 pontos.

Nas praças ibéricas, o PSI 20, de Lisboa, se desvalorizou 2,45%, a 4.194,82, na mínima do dia. Em Madri, o Ibex 35 marcou queda de 1,44%, a 6.816,80 pontos.

André Marinho
Estadao Conteudo
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