Bolsas da Europa fecham no vermelho com aumento de incertezas globais

De Redação Estadão | 29 de maio de 2019 | 14:25

Os mercados acionários da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, 29, com recuo superior a 1% nas principais bolsas da região. Com nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China, pressão da União Europeia (UE) sobre a Itália e quadros políticos de incerteza na Alemanha e Reino Unido, o clima foi de pessimismo e aversão a risco nos pregões europeus. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,43%, aos 370,51 pontos.

Na Itália, o índice FTSE MIB da Bolsa de Milão fechou em queda de 1,29%, a 19.999,94 pontos, em meio à crise instituída entre o governo italiano e a União Europeia após a Comissão Europeia cobrar esclarecimentos sobre a situação fiscal do país. O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, fez duras críticas a Bruxelas e afirmou que irá “usar toda a minha energia para mudar essas regras antigas e obsoletas”.

Em meio às negociações de fusão das montadoras Fiat Chrysler e Renault, as ações da

ítalo-americana recuaram 1,22% neste pregão, ao passo que os papéis da Renault avançaram 0,62% na França. A montadora seguiu na contramão da trajetória descendente da Bolsa de Paris, onde o índice CAC 40 caiu de 1,70%, a 5.222,12 pontos.

Em Londres, o mercado acionário foi o menos afetado pelo movimento de queda dentre as seis principais bolsas da região, com o índice FTSE 100 recuando 1,15% a 7185,30 pontos. A maior baixa na bolsa britânica nesta sessão foi registrada pelas ações da Jangada Mines, mineradora de platina, paládio e níquel com atuação no Brasil, que teve variação negativa de 18,11%.

A Alemanha também sofreu impacto do clima de aversão ao risco. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em queda de 1,57%, a 11.837,81 pontos, com destaque para a queda de mais de 3% das ações do Thyssenkrupp.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 fechou em queda de 1,19%, chegando a 5045,81 pontos. Já em Madri, o recuo do índice Ibex 35 foi de 1,21%, a 9080,50 pontos, com variação expressiva do grupo Arcelor Mittal, que fechou o pregão em queda de 3,81%.