Bolsas de NY fecham em alta, recuperando-se ao longo do pregão

De Redação Estadão | 14 de maio de 2020 | 18:00

Os mercados acionários de Nova York registraram ganhos nesta quinta-feira, 14, em uma jornada de recuperação. O dado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos propiciou mau humor no início dos negócios, mas os índices ganharam força à tarde, com os setores financeiro e de energia entre os destaques.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,62%, a 23.625,34 pontos, o Nasdaq subiu 0,91%, a 8.943,72 pontos, e o S&P 500 avançou 1,15%, para 2.852,50 pontos.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram 191 mil, a 2,981 milhões, porém analistas previam recuo maior, a 2,7 milhões. Após o dado, o ING previu que o desemprego recuará lentamente com a reabertura da economia, mas antes disso chegará a 23% em maio. O Credit Suisse, por sua vez, alertou que o alto desemprego provocará “danos permanentes com fechamento de empresas”.

O dado do mercado de trabalho fez os índices futuros piorarem e as bolsas abriram em baixa. O movimento negativo ainda se acentuou pela manhã, também com foco nas dificuldades da reabertura econômica e nas tensões entre Estados Unidos e China.

No meio do dia, as bolsas ganharam fôlego, com alguns operadores citando a busca por barganhas, após desvalorizações recentes das ações. Além disso, o setor de energia se saiu bem, diante dos fortes ganhos do petróleo: ExxonMobil subiu 0,88% e Chevron, 1,52%. Os bancos também ajudaram, com avanços como os das ações do Citigroup (+3,60%), do Goldman Sachs (+1,54%) e do Bank of America (+4,02%) – nos três casos, recuperando parte das perdas recentes.

Após mostrar volatilidade, Boeing subiu 0,84%, ajudando o Dow Jones. Entre as gigantes do setor de tecnologia, Apple avançou 0,61% e Microsoft, 0,43%.

Gabriel Bueno da Costa
Estadao Conteudo
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