Bolsas de NY fecham em queda, após Powell reforçar cautela sobre retomada

De Redação Estadão | 13 de maio de 2020 | 17:53

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira, 13, com menor propensão ao risco entre investidores. Declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, contribuíram para a cautela sobre a retomada econômica, em meio ao temor de que possa haver uma segunda onda de contágios pela covid-19 e, consequentemente, estragos mais prolongados na atividade.

O índice Dow Jones fechou em queda de 2,17%, em 23.247,97 pontos, o Nasdaq caiu 1,55%, para 8.863,17 pontos, perdendo a marca de 9 mil pontos, e o S&P 500 registrou baixa de 1,75%, a 2.820,00 pontos.

Powell alertou para o fato de que a recuperação da economia pode demorar, o que amplia o risco de que problemas de liquidez se tornem uma crise de solvência. Para evitar isso, defendeu medidas fiscais adicionais nos EUA. Além disso, disse que o Fed não considera nesse momento taxas negativas de juros. Outra dirigente do Fed, a presidente da distrital de Cleveland, também pediu mais apoio fiscal, diante de uma demora maior do que a esperada na retomada, e igualmente se mostrou contrária ao uso de taxas de juros negativas pelo Fed, argumentando que há instrumentos mais eficientes à disposição.

Nas bolsas, as declarações de Powell levaram os índices a se firmar em território negativo. No meio do pregão, ações dos setores de tecnologia e serviços de comunicação chegaram a mostrar mais força, levando o Nasdaq a subir, mas o movimento perdeu fôlego. Entre esses papéis, Microsoft fechou em baixa de 1,51%, Facebook caiu 2,38%, Alphabet recuou 1,95%, Apple perdeu 1,21%, mas Amazon, na contramão da maioria, subiu 0,47%.

Já Boeing fechou em queda de 2,97%, pressionando o índice Dow Jones. Caterpillar recuou 0,50% e os bancos se saíram pior: Citigroup (-4,13%), Bank of America (-4,57%) e Goldman Sachs (-3,05%). Ford Motor, por sua vez, fechou em baixa de 5,22%. General Electric caiu 3,50%, reduzindo perdas nas horas finais do pregão, mas em seu nível de fechamento mais baixo desde 20 de dezembro de 1991, segundo a agência Dow Jones Newswires.

Gabriel Bueno da Costa
Estadao Conteudo
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