Bolsas de NY fecham em queda, com balanços em foco e pressão sobre a Nasdaq

De Redação Estadão | 28 de abril de 2020 | 18:27

As bolsas de Nova York fecharam em território negativo nesta terça, 28. Os índices acionários chegaram a subir no início do pregão, mas não tiveram fôlego, com indicadores fracos e, sobretudo, atenção de investidores para balanços corporativos. Houve ainda uma piora nos minutos finais do negócio, consolidando o movimento.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,13%, para 24.101,55 pontos, o Nasdaq recuou 1,40%, a 8.607,73 pontos, e o S&P 500 caiu 0,52%, a 2.863,39 pontos.

Entre alguns papéis em foco, Pfizer fechou em baixa de 1,10%, após a companhia registrar queda nas suas vendas no primeiro trimestre. Caterpillar chegou a cair em parte do pregão, mas subiu 0,23%, mesmo com recuo no lucro no trimestre passado, e Alphabet recuou 3,01%, porém esta companhia divulgou resultados após o fechamento.

A abertura em Nova York foi positiva, com maior atenção para as perspectivas de relaxamento gradual das medidas de distanciamento físico impostas pelo coronavírus. Alguns dados, contudo, tiraram fôlego dos índices ainda pela manhã. O índice atividade regional do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Richmond, por exemplo, recuou a -53 pontos em abril, ante previsão de -42 dos analistas, e a confiança do consumidor também piorou, segundo o Conference Board.

Mais adiante, a Boeing chegou a inverter o sinal, após a notícia do Wall Street Journal, a partir de fontes, segundo a qual a empresa pode enfrentar mais demandas na Justiça americana por supostos problemas na fabricação dos modelos 737 MAX. A Boeing ainda voltou a ganhar fôlego ao longo do dia e fechou em alta de 2,04%.

O setor de tecnologia mostrou mais fraqueza, com Microsoft em baixa de 2,44% e Apple, de 1,62%. Já no setor de energia, ConocoPhillips subiu 3,58% e ExxonMobil, 2,34%, após o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmar que o governo do presidente Donald Trump apoiará o setor, diante da forte queda recente do petróleo.

Gabriel Bueno da Costa
Estadao Conteudo
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