Bolsas de NY fecham em queda e terminam outubro no vermelho

De Redação Estadão | 30 de outubro de 2020 | 17:26

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, pressionadas pela liquidação de ações de grandes empresas de tecnologia, que divulgaram balanços corporativos decepcionantes. O avanço galopante do coronavírus pelo mundo e as incertezas derivadas da reta final da campanha eleitoral dos Estados Unidos também ajudaram a compor o cenário de aversão ao risco.

O índice Dow Jones encerrou em baixa de 0,59%, a 26.501,60 pontos, com perda semanal de 6,47%. O S&P 500 cedeu 1,21%, a 3.269,96 pontos, em nível 5,64% menor que na última semana feira. Já o Nasdaq recuou 2,45%, a 10.911,59 pontos, caindo 5,51% na semana.

Na comparação mensal, os índices acionários registraram perdas de 4,60%, 2,76% e 2,29%, respectivamente. O índice VIX, espécie de termômetro em Wall Street, subiu 1,60%, a 38,21 pontos. No caso do Dow Jones, foi a maior queda mensal desde março.

As ações de Apple (-5,60%), Facebook (-6,31%) e Amazon (-5,45%) apareceram como destaques negativos. Embora tenham divulgado resultados acima do esperado no terceiro trimestre, as techs sinalizaram um ambiente de dificuldades para os três últimos meses do ano, o que desagradou investidores. O papel do Twitter despencou 21,11%, após a rede social revelar que o número de novos usuários desacelerou entre julho e setembro.

“Métricas de lucro e o ‘forward guidance’ serão importantes para o ímpeto do mercado e, enquanto o primeiro mostrou grandes surpresas para o positivo, o último trouxe muito mais cautela, enquanto as empresas seguem preocupadas com o impacto de longo prazo da covid-19 na demanda”, analisa a BK Asset Management.

O mau humor com as techs se juntou a preocupações a respeito da segunda onda de casos de covid-19 pelo mundo. Segundo a Universidade Johns Hopkins, os EUA tiveram 88,5 mil casos de coronavírus na quinta-feira, o maior número diário desde o surgimento da doença.

Com isso, o número de diagnósticos no país se aproxima da marca de 9 milhões. Nesse contexto, a prefeitura de São Francisco, na california, decidiu paralisar o processo de relaxamento das restrições à circulação de pessoas que começaria na próxima terça-feira.

Investidores tomaram posições também à espera da eleição americana, que acontece na próxima terça-feira. Embora o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, apareça com larga vantagem nas pesquisas eleitorais, há o temor de que o resultado fique indefinido por conta das disputas judiciais a respeito da contagem dos votos por correio.

André Marinho
Estadao Conteudo
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