Bolsas de NY sobem com pacote para corte de impostos, balanços e acordo EUA-China

De Redação Estadão | 15 de janeiro de 2020 | 20:44

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 15, marcada pela assinatura da “fase 1” do acordo comercial entre Estados Unidos e China, embora tenham perdido força com incertezas sobre a reversão de tarifas americanas ao país asiático. Os ganhos também foram impulsionados por balanços empresariais positivos e pelo anúncio de um pacote de cortes de impostos, feito pelo governo Trump.

O Dow Jones fechou pela primeira vez acima dos 29 mil pontos, com alta de 0,31%, a 29.030,22 pontos. O S&P 500 também bateu recorde histórico, fechando em elevação de 0,19%, a 3.289,29 pontos. O índice Nasdaq fechou em alta de 0,08%, a 9.258,70 pontos.

O mercado acionário americano, que amanheceu o dia em alta com a expectativa para o assinatura do acordo comercial EUA-China, gostou ainda mais dos resultados da UnitedHealth no quarto trimestre de 2019, que impulsionaram o subíndice do setor de saúde do S&P 500. As ações da gigante de saúde fecharam com valorização de 2,83%. O balanço da BlackRock também agradou, com lucros acima do esperado, assim como o do Bank of America.

O mercado também reagiu a falas do diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, sobre um novo pacote de cortes de impostos no país a ser revelado ainda este ano, em meio à campanha de reeleição do atual presidente, Donald Trump.

Em relação ao tão esperado o acordo comercial sino-americano, assinado hoje em Washington, a manutenção de taxas atuais impostas à China pelos americanos frustrou investidores. O presidente Trump disse que elas só devem ser removidas após as negociações da “fase 2”, que devem se estender ao longo do ano eleitoral.

No cenário financeiro, o livro Bege, divulgado pelo Federal Reserve ajudou a acelerar os ganhos no mercado acionário, mas não empolgou. De acordo com relatório do ING enviado a clientes, “o bege não é a cor mais excitante ou vibrante do mundo, mas faz um bom trabalho em descrever a economia dos EUA no momento”. De acordo com o banco holandês, o documento reforça a mensagem de que a política monetária do Fed deve continuar “estável por enquanto, embora ainda haja espaço para estímulos adicionais modestos”.

Marcela Guimarães
Estadao Conteudo
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