Brasileiro 'Meu nome é Bagdá' é premiado na Generation 14Plus

De Redação Estadão | 1 de março de 2020 | 07:35

Se tivesse feito Meu Nome é Bagdá há cinco anos, quando iniciou o processo, Caru Alves de Souza é a primeira a admitir que o filme seria outro. Trata-se de uma adaptação de Bagdá, O Skatista, de Toni Brandão. Para começar, Bagdá, no livro, é um garoto de periferia. Tem uma prima – Tatiana. Pesquisando sobre skate, Caru chegou à pista da Praça Roosevelt, em São Paulo, e descobriu as garotas que têm de superar o preconceito para usufruir daquele espaço. O filme tomou outro rumo. Mulheres causando nas ruas, lutado por seus direitos, sua voz. Dos numerosos filmes brasileiros na Berlinale de 2020, Bagdá foi ao pódio. Recebeu na sexta, 28, à noite, o prêmio da seção Generation 14Plus.

Dois dos quase 20 filmes apresentados nas diferentes seções do Festival de Berlim são coproduções. O outro premiado foi o uruguaio-brasileiro, no Forum. Chico Ventana También Quisiera Tener Un Submarino, de Alex Piperno, foi feito graças a um edital que não existe mais – para produções com capital majoritário do Uruguai e minoritário do Brasil. Uma porta, ou um portal, abre-se num apartamento na América do Sul conectando Chico Ventana com a selva das Filipinas. A fantasia atraiu o público do jornal Tagespiegel, que atribuiu seu prêmio a Piperno.

Um possível candidato à seleção de Gramado? “Ainda não sabemos”, disse o diretor, ao lado do produtor. “O filme deve passar em festivais internacionais e, por se tratar de coprodução brasileira, vamos ver também o Brasil. Ainda não temos nada definido. Só estamos curtindo a alegria dessa vitória inesperada.”

Luiz Carlos Merten, enviado especial
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