Câmara aprova empréstimo para obras de mobilidade

De lucianpichetti | 30 de junho de 2020 | 09:44
Arte: Prefeitura de Curitiba

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, em 1º turno, na sessão remota desta segunda-feira (29), a contratação de empréstimo de US$ 75 milhões, pela prefeitura, junto ao New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS, o agrupamento de países de mercado emergente, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Foram 7 votos favoráveis e 5 contrários dos vereadores.

Os recursos serão destinados à execução do Programa Mobilidade Sustentável de Curitiba. O pacote de obras de mobilidade urbana pretende aperfeiçoar o sistema de transporte coletivo da capital. A proposta é ampliar a capacidade de passageiros – com a implantação de ônibus “ligeirão” – e a velocidade dos veículos nas canaletas exclusivas, nos eixos Leste-Oeste (Pinhais-Campo Comprido) e Eixo Sul (entre a Praça do Japão e o Terminal do Pinheirinho). Para isso, será necessário o alargamento das canaletas, o que permitirá a ultrapassagem entre as linhas que operam no sistema.

Aval econômico

O financiamento já conta com parecer favorável da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério da Economia, com autorização em trâmite em âmbito federal.

O empréstimo se soma ainda a US$ 18,75 milhões em contrapartidas do município, o que resulta em US$ 93,75 milhões (R$ 512 milhões) destinados a melhorias do transporte público.

Intervenções

O Ligeirão Leste/Oeste deverá reduzir em até 23 minutos o tempo de deslocamento dos usuários naquele eixo. Entre as obras previstas no trecho – do município de Pinhais ao terminal Campo Comprido – estão a reforma e ampliação de 32 pontos de parada existentes, além da reestruturação viária de aproximadamente 22,5 km de canaletas exclusivas e de 7,5 km de vias complementares ao sistema de transporte.

Nesse itinerário serão implantados 44,8 Km de ciclofaixas e 66 paraciclos. Com a implantação da estrutura de ultrapassagem entre as linhas, a operação do eixo será dividida em linhas “paradoras”, que farão paradas em 34 estações e cinco terminais ao longo do eixo (com distância média entre as paradas de 500 metros); e a Linha Direta Ligeirão, que fará paradas nos cinco terminais de integração e nas estações de maior atratividade do sistema (com distância média entre as paradas entre 2 km e 3 km).

O projeto prevê a revitalização de obras complementares ao sistema de transporte, como a restruturação viária de 7 km no binário das Olga Balster e Nivaldo Braga e do entorno do Terminal Capão da Imbuia.

Ainda para o Corredor Leste-Oeste, estão previstas a implantação de três estações de transporte, a reforma do Terminal de integração Centenário e Vila Oficinas e a reconstrução dos terminais Capão da Imbuia e Campina do Siqueira.

Contrapartidas 

Para a finalização do Ligeirão Sul, que hoje opera no trecho desde o Santa Cândida, ao norte, à Praça do Japão, serão feitas melhorias em 13 pontos de parada existentes no itinerário ao sul, além da reestruturação viária de aproximadamente 4km de canaletas exclusivas.

As intervenções incluem ainda implantação de aproximadamente 15,6km de ciclofaixas e de 26 paraciclos. As obras no trecho sul farão parte da contrapartida do município ao empréstimo do NDB. Com o Ligeirão Norte-Sul operando em sua totalidade, o usuário terá redução do tempo de deslocamento em 26%.

Colaboração Prefeitura de Curitiba

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