Cássio admite falhas da equipe, mas demonstra otimismo: 'Vamos subir na tabela'

De Redação Estadão | 6 de outubro de 2020 | 20:03

Cássio demonstrou otimismo com o futuro do Corinthians no Campeonato Brasileiro, apesar da proximidade da zona de rebaixamento e dos maus resultados obtidos nos últimos jogos. Em entrevista, nesta terça, o goleiro afirmou já ter passado fases piores, confia na reação do time e concorda que é necessário atingir os primeiros lugares na classificação.

“Nossa posição não é legal, mas vivemos algo parecido no Paulistão. Não vínhamos bem, conseguimos reagir e chegamos numa final. Estávamos numa posição ruim e conseguimos dar a volta por cima”, disse o jogador, que está no clube desde 2012. “Concordo que temos errado situações que a gente costuma não errar, todos nós. Me incluo nisso também, mas vamos evoluir, subir na tabela, em busca das vitórias.”

Segundo Cássio, a ausência da torcida nos jogos em casa é um fator que não pode ser desprezado. O goleiro afirmou que vivenciou vários jogos que o Corinthians se superou por causa do apoio que veio das arquibancadas lotadas da Neo Química Arena.

“Nossa torcida, pelo tamanho e força, não que seja desculpa, mas ela empurra muito. Já participei de vários momentos em que não estava bom e a torcida começou a empurrar e nos ajudou a buscar o resultado, a virar um jogo. Já vi meninos entrarem e se incendiarem. Hoje jogamos num campo neutro, o fator casa fica de lado. Tem que tentar ter concentração maior”, disse Cássio, no mesmo dia em que a torcida realizou um protesto em que seu nome foi lembrado e cobrado.

O goleiro acredita que se o estádio em Itaquera estivesse com 40 mil pessoas o time poderia ter vencido Fortaleza, Botafogo e Atlético-GO, deixando de perder seis pontos em casa. Mas não tira a responsabilidade do elenco pelos resultados ruins em casa. “Se um time almeja chegar lá na frente não pode oscilar em casa. Se pegar os pontos que teríamos de ter feito em casa, estaríamos entre os primeiros na tabela. Temos de melhorar isso. Não é faltar com respeito aos adversários, mas se tivesse 30 mil ou 40 mil pessoas nestes jogos que empatamos, poderíamos ter ganho. Já aconteceu muitas vezes.”

Em 45 minutos de entrevista, Cássio teve tempo até de falar pela primeira vez sobre a saída do técnico Tiago Nunes. “É ruim troca de treinador, é difícil você se adaptar às situações, é bom que tenha continuidade. Sobre o Tiago, é difícil falar assim, você se dedica ao máximo para ajudar o treinador, vi todo mundo tentando se dedicar, para mim foi um aprendizado muito bom, lembro até de enquetes se eu conseguiria jogar com os pés. E, com o Tiago, se pegar meus números, tive nível Europa em acertos de passes, isso mostra o quanto a gente tentou se dedicar para o trabalho dele dar certo. Mas tem certas situações que não cabem aos jogadores, meu limite é ajudar o grupo e me dedicar para o treinador dar certo. Tem coisas que não são da minha alçada.”

Ao mesmo tempo, Cássio elogiou o trabalho de Coelho, que vai apenas para seu sexto jogo na direção do time, nesta quarta-feira, no clássico com o Santos, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. “Hoje nosso treinador é o Coelho, que tem evoluído, tem sido um trabalho bom. Tanto Coelho como Mauro (auxiliar) conhecem bem o Corinthians, passaram por muitas coisas aqui, sabem como é aqui, não somos um time regular, estamos oscilando muito, mas chegamos a duas partidas sem tomar gols, não sofremos tantos ataques como antes. Temos que ganhar partidas, subir na tabela, evoluir para já amanhã sair com uma grande vitória e dar sequência ao nosso trabalho.”

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