CCXP quer ser evento global da indústria

De Redação Estadão | 5 de dezembro de 2019 | 07:10

A sexta edição da CCXP – antiga Comic Con Experience – começa oficialmente nesta quinta-feira, 5, com o line up mais estrelado de sua história e com a clara ambição de se tornar um evento global. A presença de nomes como o chefão da Marvel, Kevin Feige, e o diretor (J. J. Abrams) e o elenco principal (Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac) do novo Star Wars são demonstrativos de que o evento, já recordista de público entre as diversas feiras de cultura pop do mundo, pode ganhar relevância também em anúncios e novidades impactantes na indústria – papel que ainda fica reservado à Comic Con de San Diego, nos EUA, quase que com exclusividade.

Aqui, são 115 mil metros quadrados no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. Todos os ingressos já estão esgotados – as entradas começaram, no primeiro lote, a partir de R$ 90 por dia e chegavam a R$ 8 mil, na experiência completa, que dava direito a fotos e autógrafos de artistas, lounge VIP entre outras atrações. O evento tem um impacto, segundo a produção, de R$ 265 milhões em São Paulo. São esperadas 280 mil pessoas nos quatro dias.

Muito do que torna a CCXP um sucesso de público é o conceito que a Omelete Company, empresa organizadora e idealizadora, aplica ao evento. “O princípio básico é que nunca vimos isso como uma feira”, explica o CEO da Omelete, Pierre Mantovani. “Feira é quando tem um estande, e o visitante não comanda a experiência, vai apenas pegar panfleto. O que nós temos aqui é um festival de cultura que acontece mesmo chovendo, porque é coberto. A permanência aqui dentro é de 8 horas. Todas as ativações e as formas que as marcas se relacionam com os visitantes são para brincar, interagir e se divertir.”

Entre as ativações deste ano, está uma réplica do Expresso de Hogwarts, o trem de Harry Potter, feito com a supervisão de Alan Gilmore, diretor de arte da franquia. No estande da Warner, os visitantes podem visitar um bar das Aves da Rapina e fazer as maquiagens das personagens, ou sentar e tirar fotos no sofá de Friends. No espaço da Turma da Mônica, os fãs poderão montar vídeos, em um estúdio chroma-key, dentro do ambiente dos quadrinhos e depois compartilhar nas redes sociais. São 70 marcas presentes, e 15 estúdios de Hollywood e plataformas de streaming.

Terminou ainda nesta quarta-feira, 4, o Unlock CCXP, espaço dedicado ao desenvolvimento da indústria do entretenimento. Foram 70 palestrantes de diversos segmentos debatendo e apresentando ideias de inovação para a área. “Não fomos só nós que evoluímos, foi o mercado como um todo”, diz Mantovani. Para ele, a CCXP provou que investir no fã (com experiências dedicadas ao visitante) vale a pena. No Unlock, também foram divulgados os dados da pesquisa Geek Power 2019, com um perfil e amostra dos hábitos de consumo do público geek brasileiro, feita em parceria com o instituto MindMiners.

Mas provavelmente o maior destaque da CCXP deste ano seja mesmo o time de atores, diretores e escritores que o festival traz ao Brasil. Além dos 530 quadrinistas do Artists Alley (“coração” da feira, com exposição de quadrinhos, artes e sessões de autógrafos), e dos nomes citados no primeiro parágrafo deste texto, estarão em painéis ao longo dos quatro dias gente como Margot Robbie (e o restante do elenco de Aves de Rapina), Gal Gadot e Patty Jenkins (falando de Mulher-Maravilha 1984) e Frank Miller, o criador do Cavaleiro das Trevas. Não é pouco.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Guilherme Sobota
Estadao Conteudo
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