CNI diz não concordar com imposto digital, que seria como 'CPMF revestida'

De Redação Estadão | 17 de setembro de 2020 | 18:34

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, disse ser contra a criação de um imposto sobre transação digital, como defende o Ministério da Economia. “Não concordamos com imposto digital, nossa posição é que isso seria CPMF revestida, com outro nome. Somos a favor da tributação sobre algumas atividades hoje exercidas em meio digital e que hoje não contribui, como sites e sistemas que estão fora do Brasil e não contribuem”, afirmou.

Andrade falou em evento virtual organizado pela CNI. Estava prevista a participação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, mas ele cancelou a presença – o motivo ainda não foi esclarecido pela assessoria do ministro.

Participou, no lugar de Guedes, o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa.

No evento, Andrade defendeu a urgência da reforma tributária e a simplificação de impostos. “Apoiamos reforma ampla, geral, que contemple todos os tributos, inclusive estaduais e municipais”, completou.

Lorenna Rodrigues e Idiana Tomazelli
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