Com brilho de Keno, Atlético-MG vence fácil o Goiás e mantém folga na liderança

De Redação Estadão | 10 de outubro de 2020 | 23:08

Com um primeiro tempo intenso e nova atuação decisiva de Keno, o Atlético-MG se recuperou da derrota para o Fortaleza e manteve a folga na liderança do Campeonato Brasileiro ao vencer fácil o lanterna Goiás por 3 a 0, no Mineirão, em partida válida pela 15ª rodada.

O triunfo ampliou a perfeita campanha do Atlético-MG como mandante no torneio, agora com sete vitórias. E foi construída graças a 45 minutos iniciais de muita pressão, quando abriu 2 a 0, e ao brilho de Keno, que teve participação direta nos três gols, tendo marcado o primeiro, em cobrança de pênalti. Repetiu, em parte, o brilho das duas partidas anteriores do time em noites de sábado, diante de Grêmio e Atlético-GO, quando marcara três vezes em ambas. Seu coadjuvante na boa atuação do Atlético-MG foi o jovem Sávio, de 16 anos, que exibiu personalidade e qualidade em jogadas pelo lado direito do ataque.

Assim, o Goiás só não sofreu uma derrota ainda mais larga graças ao goleiro Tadeu que fez várias defesas difíceis. Já ofensivamente, o time teve atuação praticamente nula, apostando basicamente em lançamentos longos e só finalizando com perigo uma vez e quando já perdia por 2 a 0.

Líder do Brasileirão agora com 30 pontos e três de vantagem para o Flamengo, o Atlético-MG voltará a jogar na quarta-feira, quando receberá o Fluminense, no Maracanã, pela 16ª rodada. Um dia antes, o lanterna Goiás, que continua com nove pontos, visitará o rubro-negro carioca, em partida adiada da 11ª jornada.

O JOGO – Novamente desfalcado em função da convocação do equatoriano Franco, do paraguaio Alonso e do venezuelano Savarino para suas seleções, Sampaoli optou pela escalação de um Atlético-MG muito ofensivo, com só um volante – Jair -, além das voltas de Igor Rabello e Nathan. E a principal novidade estava na ponta direita: Sávio, de apenas 16 anos. Já no Goiás, Enderson Moreira optou por reforçar o meio-campo, com a presença dos volantes Breno e Gilberto.

Com essas formações, o que se viu no primeiro tempo foi um jogo de ataque contra defesa, tanto que o Atlético-MG deu 13 finalizações, contra apenas uma do Goiás. Além disso, teve 71% de posse de bola. E para encontrar espaços na defesa adversária, apostou em jogadas envolvendo seus pontas.

Nos minutos iniciais, o mais acionado era Sávio. Ele avançava pela direita, finalizou duas vezes com perigo, uma delas parando em Tadeu, se apresentava como opção de passe e até cobrava escanteios, mostrando personalidade para um garoto de 16 anos, e até ofuscando, em alguns momentos, Keno. Só que o seu companheiro começou a aparecer aos poucos, como em dois chutes perigosos aos 15 e aos 22 minutos.

Só que o Goiás ia resistindo, até por exibir organização para se defender. Mas quando a pressão atleticana parecia arrefecer, Keno fez a diferença. Aos 39 minutos, deu ótimo passe em profundidade para Sasha ser derrubado na grande área por Tadeu. Ele mesmo bateu, aos 41, e colocou o time em vantagem. E Keno voltou a aparecer aos 46. Fez ótima jogada na ponta e cruzou para Nathan cabecear às redes, levando o Atlético-MG a ir ao intervalo vencendo por 2 a 0.

Até pela boa vantagem, o time não voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade. Ainda assim, continuou jogando no campo de ataque e, mesmo sem a mesma frequência da etapa inicial, continuou ameaçando a meta de Tadeu, como em dois lances quase seguidos, com Réver e Alan, aos 16 e aos 17 minutos.

O Goiás, por sua vez, só foi chegar com perigo em um cabeceio de Rafael Moura, aos 23. Sinal claro de que o Atlético-MG não era o mesmo do primeiro tempo, a ponto de só voltar a ameaçar em um chute de longe de Igor Rabello aos 31. E que levou Sampaoli a fazer cinco substituições durante o segundo tempo, sendo três de uma vez. Parecia que o restante da partida seria meramente protocolar.

Mas não foi, muito por causa de Keno. Primeiro ele disparou uma bola na trave aos 41 minutos. Já nos acréscimos, roubou a bola de Breno e acionou Marrony. O atacante primeiro acertou Heron, mas na segunda tentativa, aos 46, acertou as redes, fazendo 3 a 0. E, numa mesma jogada, Keno e Arana só não fizeram o quarto por causa de Tadeu, demonstrando não ser à toa que o time é o líder e, principalmente, o dono do melhor ataque do Brasileirão, agora com 29 gols marcados em 14 jogos.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 3 X 0 GOIÁS

ATLÉTICO-MG – Everson; Guga, Igor Rabello, Réver e Guilherme Arana; Jair (Borrero), Nathan (Allan) e Hyoran (Fábio Santos), Sávio (Maílton), Eduardo Sasha (Marrony) e Keno. Técnico: Jorge Sampaoli.

GOIÁS – Tadeu; Pintado, Fábio Sanches, David Duarte (Miguel Figueira) e Jeferson (Caju); Breno, Gilberto (Heron) e Daniel Bessa; Shaylon (Keko), Rafael Moura e Vinícius Lopes. Técnico: Enderson Moreira.

GOLS – Keno, aos 41, e Nathan, aos 46 minutos do segundo tempo. Marrony, aos 46 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP).

LOCAL – Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Leandro Silveira
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