Com pandemia, público na Basílica de Aparecida se aproxima do anotado há 46 anos

De Redação Estadão | 12 de outubro de 2020 | 13:35

Com lugares marcados por uma rosa vermelha e duas pessoas por banco, pouco mais de mil fiéis participaram da missa solene na Basílica de Aparecida neste 12 de outubro. Impactada pela pandemia do novo coronavírus, o esvaziamento equivale ao público recebido 46 anos atrás para a data que celebra a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Na abertura da celebração, dez jovens com vestes brancas, usando protetor de face e com um terço estendido entre as mãos, simbolizaram os profissionais da área da saúde. A tradicional procissão trazendo a imagem de Nossa Senhora, que todos os anos oferece muito brilho e coreografias, neste ano teve apenas um simples andor carregado por quatro homens.

Antes do fim da missa, toda a igreja fez um minuto de silêncio pelas mais de 150 mil vítimas fatais da covid-19, triste marca alcançada neste sábado, 10.

A aparição de políticos no local também foi tímida, apesar do ano eleitoral. Apenas o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, esteve entre as autoridades de destaque. Ele deixou a igreja logo após a celebração e saiu sem falar com a imprensa.

Com uma programação virtual, incentivando os romeiros a não vir para Aparecida, a igreja comemorou o resultado do baixo número de pessoas nas celebrações, inclusive a festiva desta segunda-feira. “Estamos mais alegres com menos pessoas, esperando que isso termine, mas é muito bom que aqui volte a multidão do povo de Deus”, afirmou dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida.

Gerson Monteiro, especial para o Estadão
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