Conheça a trajetória de Regina Duarte, nova secretária de Cultura

De Redação Estadão | 20 de janeiro de 2020 | 16:28

Nascida em Franca em 5 de fevereiro de 1947, filha de um tenente reformado do Exército e de uma dona de casa, Regina Blois Duarte começou a carreira televisiva na extinta TV Excelsior. Colega de Rita Lee na faculdade de comunicação da USP, seu primeiro papel em novelas foi em A Deusa Vencida (1965), de Ivani Ribeiro. Ela ganhou destaque na trama interpretando Malu, que é apaixonada pelo personagem de Tarcísio Meira. Quatro anos depois, foi para a TV Globo ser protagonista da novela Véu de Noiva, escrita por Janete Clair.

A atriz participou de tramas que marcaram a história da emissora, como Selva de Pedra (1972) e Carinhoso (1973). Uma das novelas em que atuaria, Despedida de Casado (1977), escrita por Walter George Durst, foi proibida pela Censura e jamais foi ao ar. Em 1971, ela gravou um compacto (disco de 4 músicas) com temas de novela.

Em 1979, Regina atuou em Malu Mulher. O seriado criado por Daniel Filho marcou época ao mostrar uma mulher que se divorcia do marido e busca independência financeira para criar a filha.

Após uma breve passagem pela Rede Manchete, onde atuou no seriado Joana, Regina voltou à Globo para fazer um de seus papéis mais icônicos: a Viúva Porcina de Roque Santeiro (1985). Outra personagem que marcou época foi Raquel Accioli, de Vale Tudo (1988), que vende sanduíches na praia enquanto sua filha e arquirrival, a vilã Maria de Fátima (Glória Pires), investe em um casamento arranjado.

Nas últimas décadas, Regina atuou em várias novelas de Manoel Carlos. A mais marcante delas foi Por Amor (1997), em que atuou ao lado da filha Gabriela Duarte. Mãe e filha interpretaram, respectivamente, Helena e Maria Eduarda. Uma troca de bebês no fim da trama comoveu o Brasil e garantiu a audiência da trama.

A última novela em que Regina atuou foi Tempo de Amar (2017), escrita por Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago.

Política

Na campanha presidencial de 2002, Regina apoiou o candidato José Serra (PSDB). Em um depoimento para o horário eleitoral de Serra, ela disse ter medo do que Lula, que estava na disputa, poderia fazer com o Brasil caso fosse vitorioso. Em 2018, ela se manifestou publicamente a favor da candidatura de Jair Bolsonaro em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ela, Bolsonaro tem “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”.

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