Corinthians vira em sete minutos e abre vantagem sobre a Ferroviária no Paulista

De Redação Estadão | 13 de dezembro de 2020 | 14:11

O Corinthians largou na frente da Ferroviária na decisão do Campeonato Paulista Feminino do jeito que a torcida gosta. Passando sufoco e buscando a vitória apenas nos minutos finais, na Arena Barueri. Com três gols num intervalo de sete minutos, as atuais campeãs brasileiras saíram de 0 a 1 para 3 a 1. No próximo domingo, em Araraquara, acontece a partida decisiva.

As meninas do Corinthians levarão enorme vantagem para a Arena Fonte Luminosa. Podem até perder por um gol de diferença que erguem o troféu. Derrota por dois gols leva a decisão por pênaltis e a Ferroviária garante o título com três ou mais gols.

Foi um jogo bastante duro para as corintianas em Barueri. E também de enorme reclamação das rivais, no fim. A equipe do interior reclamou muito da marcação de um pênalti e ainda queria impedimento no lance do segundo gol. Apesar da revolta, a arbitragem não errou em ambos os lances.

O primeiro tempo ficou marcado pelo pênalti desperdiçado pela corintiana Adriana, que a goleira Luciana pulou bem para defender, pelo forte poder defensivo da Ferroviária e a eficiência na frente.

O lance que podia colocar as mandantes em vantagem, curiosamente, foi de enorme valia para a equipe grená. Luciana não apenas defendeu bem, saltando no canto esquerdo, como lançou para a frente e viu Chú aproveitar vacilo das defensoras para abrir o marcador. Desta vez Lelê nada pôde fazer. A goleira corintiana já havia feito alguns milagres na etapa.

A Ferroviária apostou muito no esquema que deu certo na conquista do Brasileirão de 2019, no qual se fechou bem e conseguiu segurar o ímpeto das corintianas. Na época, ergueu a taça nos pênaltis. Dessa vez, a estratégia quase deu certo, não fosse por um final impressionante das jogadores da capital.

A rivalidade entre as equipes é gigante, pois o Corinthians havia dado o troco na decisão da Libertadores deste ano. E, no tira-teima, foi um final de tirar o fôlego.

Depois de pouco criar nos 45 minutos iniciais, e voltar do intervalo nervoso e errando demais, o time cresceu com as mudanças do técnico Arthur Elias. Ele colocou Gabi Portilho e Victória Albuquerque em campo.

Luciana era exigida demais e parava o ataque alvinegro. Até vir o lance que mudaria o rumo da decisão. Gabi Zanotti cruzou e a bola bateu no braço de Luana. Na nova regra, pênalti. Aos 39, Victória Albuquerque bateu bem e igualou o placar.

Daí para frente foi um massacre corintiano. Três minutos depois, Zanotti lançou Diany, que decretou a virada. Apenas da reclamação, a posição era legal. Victória Albuquerque definiu o placar aos 46, de cabeça, deixando o Corinthians perto do bicampeonato.

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