Coronavírus: conselheiros de Biden se reunirão com produtoras de vacina

De Redação Estadão | 15 de novembro de 2020 | 16:49

Os conselheiros científicos de Joe Biden, presidente-eleito dos Estados Unidos, vão se reunir com produtoras de vacinas nos próximos dias, enquanto a transição presidencial continua parada em decorrência da recusa do presidente Donald Trump em reconhecer que perdeu a eleição. Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas no governo, diz que o atraso na transição é especialmente problemática durante uma crise de saúde pública.

Fauci esteve em diversas transições presidenciais durante seus 36 anos de serviço público. Ele diz que o processo é semelhante ao de atletas passando o bastão em uma corrida de revezamento. “Você não quer parar e dar para alguém. Você quer, essencialmente, continuar em movimento”, disse ele, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

O contato do presidente eleito Biden com as empresas de vacinas acontece enquanto o país está, possivelmente, entrando em sua pior fase. A média diária de novos casos ficou em 145.400 no sábado, de acordo com a Johns Hopkins University, e o número de mortes ficou com média de 820 por dia.

Um dos cientistas por trás da vacina experimental contra covid-19 desenvolvida pela BioNTech e pela Pfizer disse neste domingo estar confiante que ela pode reduzir as transmissões do vírus pela metade, resultando em uma barreira “dramática” para a disseminação do vírus.

Ugur Sahin, um dos fundadores da alemã BioNTech, afirmou: “Se tudo continuar indo bem, vamos começar a entregar a vacina no fim deste ano, começo do próximo”. Ele prosseguiu: “Nossa meta é entregar mais de 300 milhões de doses da vacina até abril do ano que vem, o que permitiria que começássemos a ter um impacto.” Sahin disse ainda, conforme a AP: “Estou muito confiante que a transmissão entre pessoas será reduzida por uma vacina tão altamente eficiente – talvez não 90%, mas possivelmente 50%.”

Na Itália, o número de pacientes nas UTIs vem aumentando pode superar, em breve, o pico da pandemia, aumentando a ansiedade do país que vem fechando cada vez mais regiões. Embora as medidas de distanciamento social tenham reduzido a velocidade do aumento em hospitalizações nos últimos dias, a Itália ainda deve ter mais pacientes de covid-19 em tratamento intensivo na última semana de novembro do que os 4.068 alcançados em abril, quando a primeira onda teve seu pico.

No domingo, a Itália tinha 3.422 casos de coronavírus em tratamento intensivo. O número total de pacientes hospitalizados, em 35.469, já é maior do que o do pico da primeira onda, de acordo com a Dow Jones Newswires.

Manifestantes na França fizeram protestos para exigir que autoridades relaxem as medidas de lockdown e permitam atividades religiosos. Na cidade de Nantes, centenas se reuniram, de acordo com a mídia local. Com mais casos confirmados do que qualquer outro país europeu, a França baniu missas e outros serviços religiosos no mês de novembro como parte de medidas de lockdown parcial no país. Igrejas e outros locais religiosos continuam abertos para que indivíduos visitem e orem.

(Com informações de Associated Press e Dow Jones Newswires)

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