Curitiba terá câmeras com reconhecimento facial em pontos estratégicos

De lucianpichetti | 30 de junho de 2020 | 09:56
Foto: Hully Paiva/SMCS

Quase 500 novas câmeras de videomonitoramento serão instaladas em pontos estratégicos da cidade até o fim do ano. São equipamentos de alta resolução full HD e que incluem câmeras com reconhecimento facial, panorâmicas, térmicas e com reconhecimento de placas de veículos, que se somam às cerca de 700 câmeras já existentes em ruas e estações-tubo. 

O projeto, que marca o lançamento da Muralha Digital, é uma parceria da Prefeitura com o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI). A programação das etapas do projeto e exemplos da utilização da câmera foram apresentados ao prefeito Rafael Greca, na tarde desta segunda-feira (29/6).

“A ideia é dar a Curitiba um instrumento de controle para a área de Defesa Social e de Segurança Pública. Serão 488 novas câmeras, somadas com as 697 câmeras que a cidade já dispõe para uso de controle de trânsito e de segurança, nos terminais, nas praças e nas ruas. A ideia é dar a Curitiba o que há de mais moderno em termos de tecnologia”, disse o prefeito. 

O objetivo é que essa articulação proporcione melhorias significativas nos processos de gestão do trânsito, transporte coletivo, segurança preventiva, defesa civil e assistência social, por meio do processamento, em tempo real, de informações coletadas por dispositivos de videomonitoramento, permitindo o tratamento desses dados e sua transformação em inteligência.

De acordo com o prefeito, este é o começo de um grande programa que criará, no prédio do ICI, um novo Centro de Controle de Operações (CCO).

“Isso nos tornará a mais moderna das cidades do Brasil em inteligência de defesa social”, destacou Greca. 

Mapa do crime

As novas câmeras estarão em terminais, praças, parques e alguns pontos definidos com base no mapa do crime da cidade. Escolas municipais são alguns dos locais em que se pretende instalar parte do projeto da Muralha Digital, conforme informações do diretor-presidente do ICI, Fabrício Ormeneze Zanini.

“Por exemplo, um colégio onde aconteça qualquer incidente. Esse colégio vai estar em contato diretamente com a nossa central de operação, que vai estar sendo gerida pela competente Defesa Social, que vão ajudar a tornar Curitiba cada vez mais segura e mais inteligente”, disse ele.

Integração com sistema de radares

Todo esse sistema de videomonitoramento estará integrado com os radares de trânsito e com as câmeras de alta qualidade da iniciativa privada. Pela nova licitação de radar, em andamento, são 804 faixas monitoradas – o equivalente a cerca de 300 equipamentos – todos com leitura de placa, como observou o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel, também presente na reunião.

Já empresas da iniciativa particular e cidadãos que quiserem compartilhar as imagens com o poder público podem fazer esse procedimento, conforme prevê a lei municipal de videomonitoramento jás aprovada pela Câmara de Vereadores.

“A gente vai poder dar um salto muito grande na otimização do uso da tecnologia em prol da segurança, ampliando os olhos e braços da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da Polícia Civil, lembrando que essa integração entre as forças policiais é muito importante e cada vez mais algo corriqueiro para gente, sempre pensando em segurança efetiva para a população de Curitiba”, afirmou o secretário.

Segundo lembrou Rangel, o projeto de muralha digital é inspirado em grandes cidades que já têm esse método funcionando, como Jerusalém, Tel Aviv, Chicago e Barcelona. 

Colaboração Prefeitura de Curitiba

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