Democrata vence no Arizona e na Geórgia

De Redação Estadão | 14 de novembro de 2020 | 07:01

A vantagem de Joe Biden para Donald Trump ficou ainda maior ontem, quando agências, jornais e TVs projetaram a vitória do democrata em mais dois Estados, no Arizona e na Geórgia. O presidente venceu na Carolina do Norte, de acordo com as mesmas estimativas. Assim, o placar do colégio eleitoral ficou 306 a 232 para o democrata – curiosamente, o mesmo resultado registrado na eleição passada, só que a favor de Trump, contra Hillary Clinton.

A vitória do democrata, no entanto, já estava assegurada desde sábado, quando ele venceu Trump na Pensilvânia e alcançou a marca de 273 votos no colégio eleitoral, acima dos 270 necessários para vencer. Arizona e Geórgia foram Estados conquistados pelo republicano em 2016 e, ao lado de Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, marcaram as cinco viradas de Biden no colégio eleitoral deste ano.

No voto popular, o candidato democrata ultrapassou ontem os 78 milhões de votos – a maior votação da história de uma eleição presidencial americana. Trump teve até agora 72,7 milhões de votos, o que também seria um recorde, não fosse o desempenho de Biden.

Apesar da enorme diferença, o presidente ainda não jogou a toalha. Sua campanha entrou com ações em seis Estados para impedir a certificação dos resultados, que deve ocorrer até 8 de dezembro, em todo o país, seis dias antes da eleição no colégio eleitoral. As medidas judiciais vêm sofrendo seguidas derrotas. Ontem, os advogados de Trump tiveram pedidos arquivados em Michigan e Nevada.

No Arizona, aliados do presidente admitiram ontem que os malabarismos jurídicos não farão diferença no resultado da eleição no Estado. O porta-voz nacional da campanha, no entanto, não desistiu. “Continuamos a explorar nossas opções no Arizona”, disse Tim Murtaugh. “Cada Estado tem leis e abordagens diferentes.” O Arizona tem uma das leis mais duras para recontagem, que exige uma margem de 200 votos para iniciar o processo – Biden lidera com 11 mil votos de vantagem.

Na Pensilvânia, onde Trump também tenta evitar a certificação de Biden como vencedor, a sua campanha sofreu uma baixa. O escritório de advocacia Porter Wright Morris & Arthur, que defendia o presidente, abandonou o caso – as ações, no entanto, seguem em curso, mas nas mãos de outros advogados.

Reconhecimento

Mesmo acumulando derrota nos tribunais, Trump segue dizendo que ainda pode vencer. Ontem, o presidente reapareceu pela primeira vez em uma semana para falar sobre vacinas e covid-19. Em discurso na Casa Branca, ele foi enigmático sobre uma transição. Em determinado momento, quase mencionou Biden.

“Este governo não adotará nenhum lockdown. Espero que o… seja lá o que acontecer no futuro, sabe-se lá qual será o governo, acho que o tempo dirá. O que posso dizer é que este governo não determinará um lockdown”, disse Trump, que terminou a coletiva nos jardins da Casa Branca sem responder perguntas de jornalistas.

Ontem, mais cedo, Geraldo Rivera, apresentador da Fox News e amigo de longa data do presidente, afirmou que os dois conversaram por telefone. Segundo Rivera, Trump disse que está “realista” e pretende “fazer o que é certo”, mas continuará “lutando por cada voto”. “Ele prefere aguardar para ver o que os Estados farão com relação à certificação do vencedor”, escreveu o apresentador no Twitter. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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