Diego Maradona renuncia à Fifa e critica Infantino após apoio a Mauricio Macri

De Redação Estadão | 25 de julho de 2020 | 18:12

O astro argentino Diego Maradona afirmou neste sábado, em entrevista ao canal argentino C5N, que renuncia ao cargo de embaixador da Fifa. A declaração do ex-camisa 10 veio em reação ao respaldo dado na semana passada pelo mandatário da entidade máxima do futebol, o suíço Gianni Infantino, a Mauricio Macri, ex-presidente do país vizinho.

“Infantino me decepcionou com o prêmio dado a Macri. Um prêmio a quê? Um tapa na bunda era o que ele merecia”, declarou o maior ídolo da seleção alviceleste. “É simples. Macri tem que ir para a prisão. Ele roubou tudo e não deixou nenhum peso para o Estado nacional”, disparou o atual treinador do Gimnasia La Plata.

No início do ano, Infantino havia indicado Macri como presidente da Fundação Fifa, uma entidade independente criada para fomentar ações sociais ligadas ao futebol. Na semana passada, o dirigente suíço voltou a apoiar o ex-chefe de Estado argentino após críticas a Macri pelo fato de ele ter viajado ao Paraguai em meio à pandemia.

“Voltaram (Michel) Platini, (Joseph) Blatter, as águas se acalmaram e repartiram todo o dinheiro entre eles. Ninguém devolveu nada. Então renuncio à Fifa”, completou Maradona, fazendo referência aos ex-dirigentes investigados por corrupção.

Maradona havia feito as pazes com a Fifa justamente após a chegada de Infantino. Em 2016, foi eleito para dois cargos honorários: embaixador e capitão da seleção de Lendas da entidade máxima do futebol. “Agora sim, posso cumprir um dos sonhos da minha vida, que é trabalhar para uma Fifa limpa e transparente”, havia declarado o ídolo argentino na época.

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