Doces sessões com joias da comédia romântica

De Redação Estadão | 12 de fevereiro de 2020 | 08:00

Fãs de comédias românticas devem sintonizar na Globo, nesta quarta, 12, à tarde, para assistir, na Sessão da Tarde, às 15h12, a um clássico do gênero – Casa Comigo? Mais tarde, se tanta doçura não tiver alterado a taxa de glicose, há mais romance no ar, de madrugada, com a reprise de Uma Canção, à 1h36.

Casa Comigo? é aquela comédia de Anand Tucker em que Amy Adams, como ‘Anna’, depois de anos de namoro resolve tomar uma atitude. Já que seu amado não a pede em casamento, ela se vale de uma tradição celta, segundo a qual, uma vez a cada quatro anos – em 29 de fevereiro -, a mulher pode reverter os papéis e fazer o pedido de casamento. Para isso, ela viaja até Dublin atrás de Adam Scott. A viagem é complicada e, já na Irlanda, após um contratempo na estrada, ela conhece um sujeito que lhe parece irritante, grosseiro e o que mais você quiser pensar.

Só que o Sr. Ranzinza, interpretado por Matthew Goode, logo vai revelar seu lado mais charmoso e… Bingo! Todo o público, independentemente de sexo, passa a torcer para que a tonta da Anna perceba que ele é o homem de sua vida.

Como comédia romântica é, por excelência, aquele território em que as coisas terminam dando certo, você pode esperar pelo ‘happy ending’, que ocorre após uma divertida disputa esportiva. Amy, Goode e a Irlanda formam uma combinação irresistível. Como no clássico Depois do Vendaval, do mestre John Ford, a paisagem é personagem, e a gente – nós, o público – passamos a amar aqueles lugares impregnados da tradição celta.

Inglês nascido em Bangcoc – na Tailândia -, Anand Tucker realizou, entre outros filmes, A Garota do Brinco de Pérola, com Scarlett Johansson, sobre o quadro famoso de Johannes Vermeer, e Uma Longa Viagem, com Colin Firth, mas Casa Comigo? pode muito bem ser a cereja do seu bolo. A química entre Amy e Goode toca a perfeição. Como dizia a lendária crítica Pauline Kael sobre diversos clássicos menores, quem não gostar desse filme deveria ter a cabeça examinada.

Para dizer a verdade, Uma Canção, da diretora Kate Baker-Froyland não é tão bom, mas sua hora e meia corre fácil com Anne Hathaway e a trilha que tem até Leãozinho, de Caetano Veloso, num português americanizado. Anne faz uma antropóloga que ficou muito tempo fora, a trabalho. Ao regressar, descobre que o irmão sofreu um acidente e está em coma. Sentindo-se culpada, ela busca formas de reanimá-lo. A música parece que funciona, e ela se aproxima do amigo cantor indie do irmão. Johnny Flynn é o ator. De certa forma, pode-se definir Uma Canção como um curta-metragem esticado pela música. No título, é uma. Na narrativa, são várias canções. Pregue o olho, porque é madrugada, pode dar sono e, se vacilar, você se arrisca a perder, no show de Johnny, a ponta de Jerry Lewis, ícone da comédia e ídolo de Leandro Hassum, mas essa é outra história.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Deixe um comentário