Dois filmes são exemplos da genialidade de Polanski

De Redação Estadão | 18 de setembro de 2020 | 07:50

Dose dupla de Roman Polanski no Telecine Cult, que apresenta, às 19h35, O Bebê de Rosemary, de 1968, e mais tarde, na madrugada, às 2h05, O Inquilino, de 76. Ambos os filmes compartilham uma noção de espaço. Passam-se em apartamentos, e os protagonistas são afligidos pelos vizinhos. Rosemary/Mia Farrrow muda-se com o marido para prédio meio lúgubre em Nova York. O próprio Polanski é o inquilino de outro prédio, em Paris.

Rosemary desconfia de uma conspiração envolvendo o marido e os vizinhos. Ela engravida e suspeita que o filho pode ser do Diabo. No final, e com aquela faca, aproxima-se do berço de negras rendas. Instinto vs. cultura repressora. Polanski e o suspense – o filme é brilhante. Foi produzido por um mestre do terror barato, William Castle.

Em O Inquilino, Polanski, como ator, descobre que a antiga locatária se matou. Aos poucos, suspeita de uma conspiração dos vizinhos para que ele se transforme nela, e também se mate. Mais que paranoia, talvez viva uma crise de identidade – de gênero? A primeira parte é genial, mas quando o homenzinho ridículo começa a se vestir de mulher talvez seja um pouco exagerado. Grande elenco feminino – Isabelle Adjani, Jo Van Fleet, Lila Kedrova, Shelley Winters. E o sinistro Melvyn Doulas – ele quer mesmo matar o inquilino?

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
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