Dólar recua ante divisas principais com cenário político nos EUA e Fed dovish

De Redação Estadão | 5 de novembro de 2020 | 19:09

O dólar recuou ante outras moedas fortes nesta quinta-feira, 5, diante do otimismo de investidores sobre o cenário político nos Estados Unidos, em meio à apuração eleitoral. Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a política monetária, mas reafirmou usa postura de relaxamento monetário para apoiar o quadro econômico, o que também tende a levar para baixo a divisa local.

O índice DXY, que mede a moeda ante uma cesta de divisas fortes, recuou 0,94%, a 92,525 pontos. No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 103,52 ienes, o euro subia a US$ 1,1824 e a libra tinha alta a US$ 1,3136.

Embora em quadro ainda não definido na disputa pela Casa Branca, investidores viram com bons olhos a perspectiva de uma vitória do democrata Joe Biden. Além disso, o Senado deve seguir sob comando republicano, o que freia propostas de Biden de impor mais impostos sobre empresas e elevar regulações e tem apoiado o mercado acionário. Diante disso, o dólar ficou sob pressão.

Nesta tarde, o Fed reafirmou sua postura dovish. Presidente do BC americano, Jerome Powell voltou a enfatizar que o quadro ainda é de riscos para a economia americana e disse que o Fed está pronto para fazer eventuais ajustes na política monetária, se preciso. A Capital Economics avalia que, com impasse sobre mais estímulos fiscais em Washington, o Fed pode se ver compelido a fazer mais em alguns meses.

No caso da moeda britânica, houve impulso após a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE), que manteve os juros em 0,10% ao ano, mas ampliou seu programa de relaxamento quantitativo de 745 bilhões de libras a 895 bilhões de libras.

Sobre as moedas de países emergentes, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) comenta em relatório que elas tiveram desvalorização importante neste ano. O IIF comenta que a lira turca continua sob pressão, enquanto nos casos de Argentina e Brasil ele vê tendência de melhora nos déficits em conta corrente, no quadro atual.

Gabriel Bueno da Costa
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