Douglas Luiz se diz mais maduro na Inglaterra e elogia geração de meias do Brasil

De Redação Estadão | 6 de outubro de 2020 | 15:18

Mais uma vez convocado para a seleção brasileira, o volante Douglas Luiz considera estar mais maduro hoje, depois de jogar uma temporada inteira no futebol inglês. Titular do Aston Villa, o jogador briga por posição no meio de campo da equipe de Tite, que chegou a dizer que o acompanhava desde a época em que atuava no Vasco. Ele enalteceu a atual safra de meio-campistas brasileiros e disse estar focado em conquistar seu espaço.

“Nossa geração de meio-campistas e volantes é muito boa. Tem vários representando na Europa, como outros aqui no Brasil. O que tenho que fazer é o meu trabalho, poder dar o meu melhor, me esforçar. Na verdade não tenho que estar aqui falando que o Tite tem que me convocar, e sim fazer o meu trabalho, e ele fazer o dele”, afirmou o jogador em entrevista coletiva concedida na Granja Comary nesta terça-feira.

“É um momento que tenho que estar focado no futebol, dar o meu melhor, pois é uma safra de volantes absurda, há muita gente boa, disputa sadia. Tenho que estar bastante focado para dar o meu melhor”, adicionou o volante, que briga por posição na seleção com Bruno Guimarães. Fabinho e Casemiro também foram convocados, mas jogam mais recuados.

Formado nas categorias de base do Vasco, Douglas Luiz deixou o futebol brasileiro em 2017 e partiu para o Manchester City, mas não chegou a jogar no time inglês, já que foi emprestado para o Girona, da Espanha. Depois, em julho do ano passado, foi negociado com o Aston Villa por cerca de R$ 70 milhões. Atualmente, é titular e figura importante da equipe inglesa, que aplicou uma goleada histórica por 7 a 2 sobre o atual campeão Liverpool no último domingo. Ele lembrou das dificuldades no começo de sua trajetória na Europa e destacou a evolução tática e física em seu futebol.

“Foi uma dificuldade que eu tive assim que saí do Vasco. Fui contratado pelo City, mas já tinha ciência que seria emprestado para o Girona. Foi um bom momento, mas de dificuldade, que o jogador tem que aprender quando vai para a Europa, aquela coisa que não é o mesmo futebol, mas exigente. Logo depois fui para o Aston Villa, onde fiz um ano excelente, pude mostrar quem realmente sou. No Girona tinham dúvidas de quem eu era. E hoje estar aqui nessa lista do Tite é uma grande honra, estar iniciando uma trajetória para a Copa do Mundo. É algo muito significante de muito trabalho e espero manter”, frisou.

“Passei por uma grande mudança tática, de força física, um pouco de tudo. O trabalho que a CBF faz também é muito bom, de poder vir da base e representar no time principal. Você jogando lá fora é algo muito bom pelo trabalho que eles fazem, de força, e espero colocar o trabalho que faço no clube na seleção”, emendou o jogador.

Estar no grupo que vai começar a caminhada rumo à Copa do Mundo de 2022, no Catar, é motivo de comemoração para Douglas Luiz, que recordou que esteve no radar de Tite desde quando defendia o Vasco. “Saí do Vasco muito jovem, mas é bom frisar que desde aquela época o Tite já vinha me acompanhando, comentava nas entrevistas ter ido a São Januário num jogo contra o Athletico que pude me destacar. É sempre algo muito importante para mim estar vestindo a camisa da seleção. Espero fazer um trabalho maravilhoso e continuar vindo aqui”, concluiu.

Ricardo Magatti, especial para a AE
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