Estado de SP tem 18% de aumento de internações; governo adia nova flexibilização

De Redação Estadão | 16 de novembro de 2020 | 15:09

A média diária de novas internações ligadas à covid-19 em São Paulo subiu 18% na última semana, segundo dados divulgados na tarde desta segunda-feira, 16, em coletiva de imprensa. Com o aumento, o governo João Doria (PSDB) decidiu adiar em duas semanas a reclassificação do Plano São Paulo, que colocaria quase 90% do Estado na fase verde, de maior flexibilidade da quarentena e de reabertura econômica.

A média aumentou de 859 novas internações diariamente, na penúltima semana, para 1.009 na semana passada. O número é o maior registrado nas últimas cinco semanas epidemiológicas, ou seja, desde a primeira semana de outubro.

Já os dados parciais de óbitos (média de 88 por dia) e casos (média diária de 3.664) são os mesmos da semana anterior. Eles ainda dependem de consolidação, pois foram prejudicados por uma pane na plataforma do Ministério da Saúde nos últimos dias.

Com a decisão, o novo anúncio de reclassificação do Plano São Paulo foi transferido desta segunda-feira para 30 de novembro, um dia após o segundo turno das eleições. “O momento requer uma precaução para uma análise mais completa, para proteção da população, cautela e cuidado”, justificou Doria.

De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, o aumento no número de internações na última semana variou individualmente entre 14% e 19% nos diferentes hospitais, tanto na rede pública quanto privada.

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, destacou novamente que o Estado ainda está em quarentena. “Essa medida visa não só a transparência, mas, principalmente, a segurança da população. Para que haja uma maior análise dos índices da saúde, de forma cautelosa”, disse. “A maior circulação de pessoas no faseamento verde poderia trazer problemas.”

Ele destacou que a população deve temer o contágio e a transmissão do novo coronavírus e que, portanto, precisa manter as medidas de prevenção, como o distanciamento social, o uso de máscaras e a higiene das mão. “Se nós tivermos índices aumentados, seguramente medidas mais austeras e restritivas serão tomadas”, alertou.

“Reforço que não estamos no nosso normal, e sequer no nosso novo normal”, comentou. Segundo ele, pelo número de leitos disponíveis, “qualquer variação nesse momento continua sendo pequena”, mas, mesmo assim, “é merecedora de uma atenção”.

Alerta semelhante foi feito pelo coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, o qual destacou que ainda não é o momento para a realização de festas e celebrações, como ele tem testemunhado em registros publicados nas redes sociais.

Além disso, manifestou preocupação com as possíveis aglomerações que serão registradas nas festas de fim de ano. “Nós ainda não dominamos esse vírus, não temos ainda o controle absoluto sobre essa pandemia”, reiterou.

Priscila Mengue
Estadao Conteudo
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