Estado de SP tem prisões por compra de voto e 'sumiço' de mesário

De Redação Estadão | 16 de novembro de 2020 | 07:15

O Estado de São Paulo registrou ontem nove prisões durante o domingo de eleições. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), as causas das detenções foram principalmente por boca de urna. A cidade com mais ocorrências de crimes eleitorais registrados foi Itapevi, na região metropolitana, com quatro prisões.

Em Campinas, um mesário acabou preso à tarde por ter se ausentado da seção eleitoral sem apresentar justificativa. Pela manhã, ele havia deixado o local várias vezes. Já as demais prisões envolveram eleitores.

Em Itapevi, três pessoas foram presas por boca de urna e mais um outro eleitor também foi levado pelos policiais por tentar violar o sigilo do voto.

Outro município da Grande São Paulo teve problemas com boca de urna. Em Carapicuíba, duas pessoas foram presas por cometerem esse tipo de crime eleitoral.

No litoral Sul do Estado, o TRE-SP registrou problemas em Peruíbe, onde dois eleitores acabaram presos por corrupção eleitoral e tentativa de compra de votos.

Das mais de 22,3 mil urnas eletrônicas preparadas para a eleição na cidade de São Paulo, somente 195 (0,87%) deram problema e precisaram ser substituídas. No âmbito estadual, a proporção de problemas foi ainda menor, com a troca de 656 urnas (0,76%) das mais de 85,7 mil existentes.

Em três zonas eleitorais do Estado, foi necessário alongar o horário de votação para compensar problemas técnicos e de energia. As cidades que tiveram esse problema foram São Sebastião, Carapicuíba e Guarulhos, onde os eleitores puderam votar até as 19h.

Apenas em um local do Estado foi preciso utilizar cédulas de papel. Esse incidente foi registrado em São Carlos, a cerca de 240 km da capital. A decisão foi tomada após seguidos problemas com a urna e a impossibilidade de troca.

Mesmo com problemas técnicos e prisões, o TRE avaliou que o primeiro turno da eleição foi bastante tranquilo. “As eleições foram disputadas dentro de um quadro de normalidade, sem ocorrências que ameaçassem a legitimidade do processo eleitoral”, disse o presidente do órgão, Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior.

Na opinião dele, apesar de atrasos em algumas filas por causa dos cuidados com a pandemia do novo coronavírus, a eleição não causou grandes transtornos para a população. “Foi um processo dentro da normalidade, inclusive dentro dos padrões de saúde pública. A pandemia não interferiu em nada na legitimidade do pleito”, explicou Waldir. O distanciamento social nas filas e a distribuição de álcool em gel ao público foram normas frequentes em cada um dos locais de votação do Estado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ciro Campos
Estadao Conteudo
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