FGV: IPC-S desacelera a 0,48% na 2ª quadrissemana de janeiro (0,57% na anterior)

De Redação Estadão | 16 de janeiro de 2020 | 08:48

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,48% na segunda quadrissemana de janeiro, informou nesta quinta-feira, 16, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,09 ponto porcentual abaixo da taxa registrada na última divulgação, de 0,57%.

Seis das oito classes de despesa que compõem o índice desaceleraram no período em relação à primeira medição do mês. A maior contribuição para o alívio na taxa completa partiu do grupo Alimentação, que desacelerou de 2,30% na primeira leitura do mês para 1,61%, puxado pelo decréscimo nas taxas de carnes bovinas, de 11,07% para 5,47%.

Também mostraram alívio nas taxas Transportes (1,16% para 0,94%), por causa da gasolina (3,12% para 2,56%); Vestuário (0,62% para 0,34%), com roupas (0,67% para 0,25%); Despesas Diversas (0,39% para 0,13%), devido a jogo lotérico (2,85% para 0,0%); Comunicação (0,24% para 0,13%), puxado por combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,50% para 0,15%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,37%), puxado por artigos de higiene e cuidado pessoal (0,73% para 0,54%).

Por outro lado, mostraram aceleração os grupos Habitação (-0,76% para -0,33%), por conta de tarifa de eletricidade residencial (-4,08% para -2,26%), e Educação, Leitura e Recreação (-0,30% para -0,11%), por causa da taxa de cursos formais (1,20% para 2,02%).

Influências individuais

Além da gasolina, as maiores influências para cima sobre o IPC-S nesta divulgação partiram do curso de ensino fundamental (1,45% para 2,80%), tomate (12,80% para 13,25%), etanol (6,67% para 5,04%), e costela bovina (16,48% para 11,72%).

Na outra ponta, segundo a FGV, as maiores pressões para baixo partiram da passagem aérea (-9,01% para -11,34%), cebola (-10,35% para -8,07%), automóvel usado (-0,13% para -0,27%) e café em pó (-0,51% para -0,86%), além da tarifa de eletricidade residencial.

Cícero Cotrim
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