Filme épico, 'Zulu' avalia o império britânico

De Redação Estadão | 19 de novembro de 2020 | 07:20

Michael Caine já vinha atuando há bem uns dez anos em filmes, mas isso não impediu o diretor Cy Endfield e o produtor Joseph Levine de recorrer, nos créditos de Zulu, ao letreiro “and introducing… Michael Caine”. Há um culto a esse épico que surgiu nas telas na trilha aberta por David Lean em Lawrence da Arábia, de 1962.

Os ingleses fizeram a revisão de seu império em numerosos filmes de aventuras por volta de 1960. Mas havia também os mais críticos e ambiciosos – Lawrence, claro, e Zulu, de Cy Endfield, e Cartum, de Basil Dearden. Zulu foi restaurado numa edição comemorativa de seus 50 anos, em 2014. A viúva de Endfield tomou como missão manter o legado do marido.

Zulu é a atração das 13h50 desta quinta, 19, no Telecine Cult. O filme reconstitui a resistência de 400 militares britânicos num forte da África do Sul, contra cerca de dez vezes mais nativos.
Stanley Baker, Jack Hawkins, o já citado Michael Caine e Ulla Jacobsson lideram o elenco – ela para agregar um interesse romântico à trama. Natural da Pensilvânia, Endfield exilou-se na Inglaterra para fugir do macarthismo. Zulu, de todos os seus filmes, é o que mais tem a ver, nas entrelinhas, com a experiência que ele viveu ao enfrentar a Comissão de Atividades Antiamericanas do Senado dos EUA, nos anos 1950.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
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