FMI/Georgieva: mundo vive desafio de combater crise e 'construir novo amanhã'

De Redação Estadão | 15 de outubro de 2020 | 07:48

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta quinta-feira (15) que o mundo está vivendo um novo momento Bretton Woods, com o duplo desafio de combater a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus e “construir um melhor amanhã”.

Em discurso online feito durante eventual anual do FMI, Georgieva ressaltou que a pandemia já causou a morte de mais de 1 milhão de pessoas mundialmente, deverá fazer a economia global contrair 4,4% este ano e reduzir a produção em cerca de 11 trilhões de dólares em 2021.

Segundo Georgieva, políticas macroeconômicas prudentes e instituições fortes serão cruciais para o crescimento, emprego e melhora do padrão de vida. No discurso, Georgieva também mencionou que ações fiscais globais somam US$ 12 trilhões e que grandes bancos centrais expandiram seus balanços patrimoniais em US$ 7,5 trilhões. “Essas medidas sincronizadas evitaram a destrutiva retroalimentação macroeconômica que vimos em crises anteriores”, disse.

Georgieva disse ainda que o FMI prevê forte avanço nos níveis de endividamento no próximo ano: para 125% do Produto Interno Bruto (PIB) no caso de economias desenvolvidas, 65%, no de mercados emergentes, e 50%, no de países de baixa renda.

Sergio Caldas
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