Fumaça de queimadas prejudicou pouso de avião de Bolsonaro, confirma aeroporto

De Redação Estadão | 18 de setembro de 2020 | 13:42

A falta de visibilidade em decorrência da fumaça de queimadas que atingem o Mato Grosso foi a razão para o avião do presidente da República, Jair Bolsonaro, ter precisado realizar manobra antes de pousar na chegada ao Estado. As informações são da assessoria da concessionária de aeroportos Centro-Oeste Airport, responsável por gerir o Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo, em Sinop, no Mato Grosso.

Segundo a assessoria do aeroporto, foi feito “um procedimento relativamente normal e comum para casos em que não se tem visibilidade total”, em que o piloto “faz uma primeira aproximação, arremete e realiza na sequência o pouso normalmente”.

Nesta sexta-feira, 18, o presidente cumpre agendas no Mato Grosso voltadas para o setor do agronegócio. Na sua chegada, contudo, o avião presidencial precisou realizar a manobra antes de pousar quando não encontrou 100% de visibilidade da pista.

“Aqui quando nosso avião foi pousar hoje ele arremeteu. É a segunda vez que acontece na minha vida. Uma vez foi no Rio de Janeiro. Obviamente, é sempre algo anormal de estar acontecendo. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa. Para nossa felicidade, na segunda vez conseguimos pousar”, comentou o Bolsonaro durante evento no município.

Apesar do ocorrido, o presidente minimizou a situação de queimadas que assolam o Estado dizendo que são “alguns focos de incêndio” que acontecem “ao longo de anos”.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contudo, indicaram que só nos primeiros dez dias de setembro foram contabilizados 2.550 focos de queimadas, 88% do volume registrado durante todo o mês de 2019.

Emilly Behnke
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