Guedes sobre administrar o País sem Orçamento aprovado: 'Difícil, né?'

De Redação Estadão | 19 de novembro de 2020 | 13:29

Com o orçamento do ano que vem sem avançar no Congresso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou como “difícil” administrar o Brasil em 2021. Ao final da cerimônia de Dia da Bandeira, no Palácio do Planalto, Guedes respondeu a pergunta de um jornalista sobre como administrar o País sem ter orçamento aprovado para o ano que vem. “Difícil, né?”, respondeu o ministro.

Logo que foi abordado por jornalistas, Guedes avisou: “Estou atrasado.”

O chefe da equipe econômica também ouviu perguntas sobre a agenda de reformas do governo, mas não respondeu.

Um impasse no Congresso trava a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que deveria votar ainda neste ano a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

A presidência do colegiado é disputada pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pela deputada Flávia Arruda (PL-DF), indicada pelo Centrão.

O pano de fundo da discussão é o cargo de presidente da Câmara no ano que vem, já que o controle da CMO pode garantir mais votos na eleição para quem ficará no lugar de Maia.

Caso a LDO não seja votada até o fim de dezembro, o governo ficará sem autorização para realizar gastos em 2021, entrando no chamado ‘shutdown’.

Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e o jornal O Estado de S. Paulo mostraram, o Congresso, contudo, já considera alternativas, como fazer a votação diretamente em plenário, sem passar pela comissão. Líderes também cogitam definir o presidente da CMO por votação entre os membro do colegiado, abrindo mão escolher um nome por acordo, como é feito normalmente.

Emilly Behnke
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