Guimarães diz que Caixa estuda reduzir mais os juros do cheque especial

De Redação Estadão | 17 de setembro de 2020 | 20:53

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, indicou nesta quinta-feira, 17, que os juros do cheque especial cobrados pelo banco podem ser reduzidos. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Guimarães afirmou que a atual taxa cobrada pela Caixa está em 1,8% ao mês e que pode diminuir mais. Bolsonaro classificou a taxa como quase “inacreditável” e a comparou como sendo próxima a de “países de primeiro mundo”.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais junto ao presidente, Guimarães também informou na próxima segunda-feira, 21, a antecipação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) chegará a 60 milhões de pessoas, contando com os nascidos em dezembro.

“Nesta segunda-feira, iremos completar 60 milhões pessoas recebendo o FGTS, a antecipação, num valor de R$ 37,8 bilhões”, disse.

Auxílio emergencial

O presidente da Caixa destacou que, com o auxílio emergencial pago para trabalhadores informais, autônomos e desempregados, encontrou 37,5 milhões de brasileiros que eram “invisíveis e não estavam em nenhum programa social”.

Ele aproveitou para mencionar ainda que, antes da pandemia da covid-19, cerca de 33 milhões de pessoas não tinham conta em banco. “Essas pessoas iam para um agiota e tomavam 20% ao mês (de juros)”, disse. Para o pagamento do auxílio, a Caixa Econômica precisou criar contas poupanças sociais digitais para viabilizar o pagamento do benefício.

Emilly Behnke, Marlla Sabino e Daniel Galvão
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