'Histórias Cruzadas' e o dilema racial em Hollywood

De Redação Estadão | 12 de setembro de 2020 | 07:10

No bojo dos protestos raciais que vêm agitando os EUA desde o episódio George Floyd, um filme disparou na preferência do público nas plataformas de streaming. Histórias Cruzadas chegou a ser o recordista de público na Netflix norte-americana. A Globo pega carona e apresenta o longa de Tate Taylor no Supercine deste sábado, 12, já na madrugada de domingo – 0h50.

Na trama de Tate Taylor, Emma Stone volta à cidade em que nasceu disposta a se tornar escritora. Entrevista mulheres negras que negligenciam os próprios filhos para cuidar dos bebês e das casas das madames brancas no Mississippi, nos anos 1950. O racismo permeia as histórias cruzadas que alimentam o livro.

Além de Emma, no caminho ascendente para ganhar o Oscar de 2016, por La La Land, o filme conta com participações de Jessica Chastain, Bryce Dallas Howard, Viola Davis e Octavia Spencer – que venceu o prêmio de melhor coadjuvante de 2011. Mas atenção, Bryce fez uma ressalva no seu Instagram – disse que, boas intenções à parte, o filme foi feito predominantemente por brancos – a autora Kathryn Stockett, o diretor e roteirista Taylor, o produtor Chris Columbus, o diretor de fotografia Stephen Goldblatt. Segundo ela, outros filmes, realizados por afrodescendentes, expressam melhor a questão racial.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
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