IBC-Br cai 3,32% em 12 meses até setembro de 2020, sem ajuste

De Redação Estadão | 13 de novembro de 2020 | 10:02

Impactado pelos dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre a economia, o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou baixa de 4,93 % no acumulado do ano até setembro, informou nesta sexta-feira, 13, o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta baixa de 3,32% nos 12 meses encerrados em setembro.

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, apesar de percebidos em fevereiro, se intensificaram em todo o mundo a partir de março.

Para conter o número de mortos, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que impactou a atividade econômica. Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril. Nos últimos cinco meses, porém, o IBC-Br já demonstrou reação.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2020 é de retração de 5,0%. Este cálculo foi divulgado por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro.

No Relatório de Mercado Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira, 9, a projeção é de queda de 4,80% do PIB em 2020. O Focus reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro.

Lorenna Rodrigues
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