Instabilidade marca pregão e Ibovespa cai aquém dos 95 mil pontos

De Redação Estadão | 28 de maio de 2019 | 08:25

O Ibovespa iniciou o dia tentando emplacar a segunda elevação consecutiva, acompanhando os ganhos no exterior e o clima considerado favorável, porém cauteloso, no noticiário político. Após renovar máximas, o principal índice da B3 passou a reduzir os ganhos, ficando perto da estabilidade, perdendo a marca dos 95 mil pontos.

Às 11h04, o Ibovespa cedia 0,07%, aos 94.789,82 pontos. Ontem, subiu 1,32%, aos 94.864,25 pontos.

No radar dos investidores está o café da manhã entre o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, além do ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, e os ministro da Economia, Paulo Guedes, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Conforme Onyx, “da reunião de hoje se consolida a ideia de que se formaliza um pacto de entendimento e algumas metas de interesse da sociedade brasileira a favor da retomada do crescimento”. Segundo ele, os três Poderes assinarão um pacto com um conjunto de metas e ações possivelmente na semana do dia 10 de junho.

Já Guedes classificou o encontro como “excelente”, negando que as manifestações ocorridas no domingo possam ter deteriorado a relação entre Executivo, Judiciário e Legislativo. “Foi um café da manhã excelente. Não há nenhum antagonismo entre os Poderes”, disse.

A votação da MP 870 – que reduz o número de ministérios e pode caducar se não for aprovada até o dia 3 de junho – e a retomada dos trabalhos sobre o andamento da reforma da Previdência requerem atenção, observa o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

Quanto à votação da MP 870, o economista da Tendências ressalta que há ruídos partindo de senadores do PSL, que não estão respeitando o pedido do presidente para manter a proposta como saiu da Câmara – ou seja, com o Coaf na Economia.

Na Previdência, os trabalhos serão retomados na última semana para a apresentação de emendas. Na ausência de uma maior pressão de fora, questões locais tendem a favorece ligeira melhora dos preço, estima a Tendências.