Instituto paranaense ajudou na criação de kits para diagnóstico mais rápido do coronavírus

De Bruno Previdi St'Ana | 9 de março de 2020 | 18:49
(Foto: Divulgação/AEN)

O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBPM), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ajudou a desenvolver os kits com insumos para testes que farão o diagnósico do novo coronavírus (Covid-19). Eles foram criados em menos de um mês e atendem todo o país.

Os kits com insumos permitem diagnóstico rápido (três a quatro horas) a partir de material coletado em um espirro, por exemplo. A partir dos resultados, os laboratórios informam os técnicos dos estados, que notificam os casos suspeitos ou infectados e repassam as informações para a União.

O último boletim do Ministério da Saúde indica 25 pacientes com suspeita de coronavírus no Paraná. Ao todo, o País registra 24 casos confirmados, 664 suspeitos e 632 descartados.

A Fiocruz produziu dez mil kits para todo o País, a pedido do Ministério da Saúde. Dez já foram entregues ao Laboratório Central do Estado (Lacen Paraná), um dos seis primeiros estados a receber a tecnologia. A capacidade é flexível e pode ser ampliada em função da circulação do vírus.

“A Fiocruz tem produção centenária e criou o IBMP para cuidar de desenvolvimento e pesquisa aplicada em saúde, que é aquela que entrega soluções”, afirma Pedro Ribeiro Barbosa, presidente do instituto.

O IBPM é uma instituição privada e sem lucrativos, com sede no Parque Tecnológico da Saúde do Tecpar, em Curitiba. Ela é formada de um consórcio entre a Fiocruz, o Tecpar e a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Inovação e é o único do país nesse formato.

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