Invasores ocupam base de terra indígena no Pará; ministério enviará reforço

De Redação Estadão | 19 de novembro de 2020 | 15:01

Uma base da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi cercada nesta quinta-feira (19) por um grupo de invasores na terra indígena Apyterewa, localizada às margens do Rio Xingu, no Pará. A região é historicamente marcada pela presença de madeireiros, que invadem a terra indígena para extrair madeira.

Há cerca de 40 agentes do Ibama e Força Nacional na região. A equipe faz uma operação na área há mais de uma semana, para combate de desmatamento. Essa operação está em andamento. A tomada da base pelos invasores é uma reação ao trabalho desses agentes.

O Estadão apurou que o Ministério da Justiça já acompanha o caso e que, nesta sexta-feira, 20, deve enviar cerca de 40 homens da Força Nacional ao local para reforçar o trabalho.

A reportagem obteve informações de agentes que estão na operação. Os invasores bloquearam uma estrada, impedindo a passagem dos servidores. Para evitar conflito, um grupo do Ibama permanece na floresta e não voltou à base. Há um clima de tensão no local, por isso será enviado reforço policial.

Questionado sobre a situação, o Ibama confirmou o envio de mais equipes, com apoio da Força Nacional. A Funai informou que não comentaria o assunto, porque se trata de uma operação do Ibama.

A terra indígena Apyterewa tem 773 mil hectares e uma população de 729 indígenas, segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA). As terras indígenas são as áreas mais cobiçadas pelo mercado ilegal de madeira porque é dentro dessas áreas que estão as árvores mais nobres, justamente por serem terras demarcadas e conservarem a natureza. O mesmo acontece em unidades de conservação, florestas protegidas que são mantidas pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

André Borges
Estadao Conteudo
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