IPCA de dezembro é o maior desde fevereiro de 2003; Perfeito prevê alta na Selic

De Redação Estadão | 12 de janeiro de 2021 | 10:55

A alta de 1,35% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em dezembro foi o resultado mais elevado desde fevereiro de 2003, quando havia aumentado 1,57%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Considerando apenas os meses de dezembro, a taxa foi a mais elevada desde dezembro de 2002, quando subiu 2,10%. No mês de dezembro de 2019, o IPCA havia ficado em 1,15%.

Cenário para alta na Selic

A aceleração do IPCA em dezembro e em 2020, acima da esperada pelo mercado, sugere antecipação de alta da taxa Selic, avalia em nota o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Juntamente com a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), os resultados do IPCA, conforme o economista, devem reforçar a necessidade de aumento dos juros antes do imaginado. “Dão o tom que o BCB Banco Central do Brasil deve iniciar a alta da Selic em breve – acreditamos entre o primeiro e o segundo trimestre – e taxa deve fechar o ano em pelo menos 4%”, estima.

Além de ter a maior variação mensal desde fevereiro de 2003, o IPCA de dezembro anota o maior índice para o mês desde 2002 (2,10%). Em novembro, a taxa fora de 0,89%. Assim, o índice fechou 2020 em 4,52%, acima do centro da meta de 4,0%. Também é a maior taxa desde 2016 (6,29%). Os números superaram as estimativas mais elevadas na pesquisa do Projeções Broadcast, do sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Já a primeira prévia do IGP-M de janeiro atingiu 1,89%, após 1,28% em igual leitura de dezembro, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Daniela Amorim
Estadao Conteudo
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