Israel vacina quase metade da população

De Redação Estadão | 22 de fevereiro de 2021 | 07:00

Israel reabriu no domingo, 21, parte de sua economia com o governo afirmando que o início do retorno à rotina foi possibilitado por uma campanha de vacinação que já atingiu metade da população. As lojas abriram para todos, mas o acesso a locais de lazer, como academias, hotéis e cinemas foi limitado apenas a quem recebeu as duas doses da vacina há mais de uma semana ou se recuperou da covid. Essas pessoas obtêm o status “Passe Verde” exibido em um aplicativo do Ministério da Saúde.

O uso de máscaras e o distanciamento social ainda estão em vigor. Sinagogas, mesquitas e igrejas foram obrigadas a reduzir pela metade o tamanho de suas congregações. Um ano após o primeiro caso de coronavírus em Israel, a redução das restrições é parte de um plano do governo para reabrir a economia no mês que vem, quando o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, disputará uma nova reeleição. “Somos o primeiro país do mundo que está se recuperando graças às milhões de vacinas que trouxemos”, tuitou o premiê. “Vacinado? Pegue o ‘Passe Verde’ e volte à vida.”

Levando em consideração o tempo de administração da segunda dose e as pessoas que se recuperaram da doença, o Ministério da Saúde estima em 3,2 milhões de israelenses podem agora obter o “Passe Verde”. Depois das academias, restaurantes e bares poderão reabrir a partir do dia 7 de março.

Há pouco mais de duas semanas, foi iniciada a campanha de vacinação em Israel, voltada para todas as pessoas com mais de 16 anos, depois de uma rápida primeira fase, em que foram imunizados idosos acima de 60. O governo deu pelo menos uma dose da vacina Pfizer para mais de 46% da população de 9 milhões, garante o Ministério da Saúde. O risco de adoecimento por covid-19 caiu 95,8% entre as pessoas que receberam as duas doses, informou o governo.

Segundo o Ministério da Saúde, foi registrada uma redução de 98,9% na mortalidade entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina da Pfizer, na comparação com duas semanas atrás. Além da redução da mortalidade, autoridades informaram uma queda de 98,2% no número de casos graves e de 98,9% na quantidade de pacientes hospitalizados com sintomas da doença.

Israel registrou mais de 740 mil casos e 5,5 mil mortes pela doença, o que provocou críticas à aplicação, às vezes irregular, de três lockdowns nacionais por parte do governo de Netanyahu. Ele prometeu que não haverá um quarto. No entanto, Nachman Ash, médico responsável pela resposta à pandemia do país, disse à Rádio do Exército que outro bloqueio “ainda é possível. “Metade da população ainda não está imune”, disse. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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