Japão permite que passageiros mais velhos saiam do cruzeiro em quarentena

De Ricardo Alcantara | 11 de fevereiro de 2020 | 11:48
(Foto: KIM KYUNG-HOON/Via Agência Brasil)
(Foto: KIM KYUNG-HOON/Via Agência Brasil)

O Governo do Japão vai permitir que passageiros mais velhos e pessoas que sofrem de doenças crónicas deixem o cruzeiro em quarentena no porto de Yokohoma, Japão, no qual pelo menos 135 pessoas estão infectadas com novo coronavírus.

De acordo com a agência japonesa Kyodo, essas pessoas podem desembarcar ainda no dia de hoje (11).

Durante mais de uma semana, o Governo japonês mantém 3.600 pessoas a bordo do navio Diamond Princess em quarentena (que deve durar até 19 de fevereiro), a fim de evitar novas infeções no país.

Cerca de 80% dos 2.666 passageiros têm mais de 60 anos de idade, e mais de 200 passageiros têm 80 anos ou mais.

As pessoas infetadas já foram levadas para centros médicos de Tóquio e de outras localidades próximas, onde estão a receber tratamento.

As autoridades sanitárias continuam a realizar exames médicos aos passageiros e tripulantes do Diamond Princess.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu na sexta-feira (7) ao Japão que tomasse todas as medidas necessárias para acompanhar os passageiros da Diamond Princess confinados a bordo, incluindo medidas de apoio psicológico.

Coronavírus no mundo

A epidemia provocada pelo coronavírus detetado em Wuhan causou 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde se contabilizam mais de 42 mil infetados, segundo o balanço divulgado nesta terça-feira.

Na segunda-feira (10), de acordo com os dados anunciados pela Comissão Nacional de Saúde da China, registaram-se no território continental chinês 108 mortes e foram detetados 2.478 novos casos de infeção, com total de 42.638, em especial na província de Hubei (centro), onde perto de 60 milhões de pessoas permanecem em quarentena.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou uma morte em Hong Kong e outro nas Filipinas, atinge também Macau e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

Colaboração Agência Brasil

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