Juros: taxas curtas recuam após varejo fraco e longos embutem risco com auxílio

De Redação Estadão | 10 de fevereiro de 2021 | 09:59

A queda bem maior do que a esperada das vendas no varejo medidas pelo IBGE faz com que os juros futuros mais curtos recuem nesta quarta-feira, enquanto os médios operam estáveis e os longos seguem embutindo os riscos fiscais com a esperada volta do auxílio emergencial e sobem em sintonia também com o avanço do dólar ante o real.

“Acredito que a indefinição quanto à contrapartida do auxílio e o real desancorado pela Selic tão baixa estão mantendo a curva de juros mais pressionada”, afirmou o trader Luis Felipe Laudisio, da Renascença DTVM.

Às 9h35 desta quarta, o DI para janeiro de 2027 estava em 7,20%, de 7,11%, enquanto o DI para janeiro de 2023 marcava 4,99%, mesma taxa do ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2022 exibia taxa de 3,38%, de 3,41% no ajuste de terça-feira. O dólar à vista subia 0,61% no mesmo horário, a R$ 5,4150.

Luciana Xavier
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