Justiça nega pedido de rescisão contratual e mantém vínculo de Everson com Santos

De Redação Estadão | 25 de agosto de 2020 | 11:50

O pedido de rescisão contratual unilateral do goleiro Everson com o Santos foi negado, em primeira instância, pela Justiça do Trabalho. Em decorrência dos custos do processo, mais honorários, o aleta ainda terá que pagar cerca de R$ 400 mil aos advogados do clube. Contudo, ainda cabe recurso à defesa do jogador.

Em julho, sob a alegação de falta de pagamento de salários, direitos de imagem e não recolhimento do FGTS, Everson entrou na Justiça contra o Santos. O goleiro havia pedido para que o caso fosse julgado antes da audiência desta última segunda-feira, mas as liminares foram negadas.

O Santos, por sua vez, contra-argumenta que a redução de 70% nos salários dos jogadores preservou o emprego de todos os funcionários do clube. Além disso, o clube alvinegro alega que o ex-treinador Jorge Sampaoli, hoje no Atlético-MG, teria ligado para Everson com o intuito de atraí-lo ao seu novo time. Ambos negam essa versão.

Everson contesta que o clube não possuía condições de quitar seu débito salarial, independente dos reveses econômicos acarretados pela pandemia. Isso porque o Santos efetuou parte do pagamento correspondente aos salários atrasados, enquanto o processo estava em andamento na 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Santos.

O juiz Wildner Izzi Pancheri, que está à frente do caso, alega, ainda, que a ação deveria correr inicialmente na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas, de acordo com cláusula do contrato.

Everson não treina no clube desde 18 de julho, um dia antes de entrar com a ação. Após sua decisão, o atacante Eduardo Sasha também recorreu à Justiça do Trabalho. No entanto, o desfecho dos casos é, até agora, diferente. Sasha entrou em acordo com o Santos e foi negociado ao Atlético-MG por cerca de R$ 10 milhões.

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