Michel Serres deixa novo livro como testamento

De Redação Estadão | 3 de junho de 2019 | 06:51

O filósofo francês Michel Serres, pensador mais conhecido no Brasil por seu livro Polegarzinha, cujo título se refere ao dedo usado para digitar, morreu no sábado, 1, aos 88 anos, em Paris, informou à agência France Presse sua editora, Sophie Bancquart. "Ele morreu em paz, cercado por sua família", declarou. Historiador das ciências e membro da Academia Francesa, ele foi pioneiro no estudo dos problemas associados às novas tecnologias de comunicação.

Serres também se dedicou a ensaios sobre sociologia, num esforço para ultrapassar a fronteira da filosofia, sem renunciar ao uso de uma linguagem compreensível pelo público. Nascido em Agen, França, em 1930, era filho de um marinheiro. Entrou na Academia Naval em 1949 e na Escola Normal Superior em 1952, onde começou a trabalhar na área de filosofia três anos depois. Desde 1958 Serres dedicou parte do seu tempo ao ensino. Especializou-se em Leibniz, filósofo a quem dedicou o seu primeiro livro, publicado em 1968.

A filosofia de Serres começa com uma crítica ao pensamento cartesiano. Seu último livro, Morales Espiègles (Costumes Travessos), foi publicado na França em fevereiro. O conceito da mestiçagem é essencial em sua obra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.