Morre escritora que foi a rainha do suspense

De Redação Estadão | 3 de fevereiro de 2020 | 09:00

A escritora americana Mary Higgins Clark, conhecida como “a rainha do suspense” e uma das autoras que venderam mais livros no mundo, faleceu aos 92 anos, na sexta, 31 de janeiro. Mary Higgins Clark, que escreveu até o ano passado, “faleceu ao lado de parentes e amigos”, anunciou a editora Simon & Schuster.

Desde seu primeiro sucesso, Onde Estão as Crianças?, de 1975, Clark escreveu quase 50 livros, que venderam mais de 100 milhões de exemplares, sobretudo nos Estados Unidos.

“Era única. Ninguém estava tão conectada com seus leitores como ela: os conhecia como se fossem membros de sua própria família. Sabia com certeza o que queriam ler e o que não queriam ler. E mesmo assim conseguia surpreendê-los a cada novo livro. Era a rainha do suspense”, afirmou em um comunicado Michael Korda, seu editor durante muitos anos.

Nascida em Nova York, no Bronx, em 24 de dezembro de 1927, em uma família modesta de origem irlandesa, Mary Theresa Eleanor Higgins Clark contava que se interessou por escrever aos sete anos. Ainda pequena, seu pai morreu após um ataque cardíaco e a mãe teve que criar sozinha os três filhos, o que obrigou Mary a trabalhar aos 15 anos, como telefonista em um hotel e depois como datilógrafa.

Casou-se aos 20 anos com Warren Clark, com quem teve cinco filhos. Aos 35 ficou viúva. Na juventude, perdeu o irmão mais velho, vítima de meningite, e depois o sobrinho de 15 meses, que caiu de uma janela. Voltou a trabalhar como datilógrafa, mas sonhava em viver de literatura. Para sustentar a família, a incipiente escritora tentou vender seus contos. Recebeu quase 40 cartas de rejeição de editoras antes de ser publicada.

Depois dos contos, séries para rádio e uma biografia de George Washington, que não obteve sucesso, enveredou pelo romance policial. Onde Estão as Crianças? foi um best-seller desde o lançamento e atualmente está na 75ª edição. Sua obra seguinte, Alguém Espia nas Trevas (1977), fez da autora uma milionária. Mary conseguiu se tornar uma escritora reconhecida, mas, para recuperar o tempo perdido, se matriculou na Universidade de Fordham, em Nova York, onde se formou em Filosofia, seu primeiro título universitário, aos 50 anos.

Com agências internacionais
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